Angola voltou a entrar no grupo de países com inflação de um dígito, 12 anos depois, ao registar uma taxa de 9,33% em Julho de 2026. O resultado, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), representa uma descida de 0,78 pontos percentuais face a Junho e confirma uma trajetória de desaceleração que já dura há 24 meses consecutivos.
A economia angolana encerrou o mês de Julho com a inflação abaixo dos 10%, num dos resultados mais expressivos dos últimos anos no comportamento dos preços no país.
De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, a inflação passou de 10,11% em Junho para 9,33% em Julho, consolidando a tendência de redução observada nos últimos dois anos.
Na comparação com Julho de 2025, quando a inflação se encontrava significativamente mais elevada, a queda foi de 10,15 pontos percentuais.
O regresso a uma taxa de um dígito acontece 12 anos depois do último registo semelhante. Em Junho de 2014, Angola tinha alcançado uma inflação de 6,89%, antes de voltar a enfrentar períodos prolongados de maior pressão sobre os preços.
A trajetória descendente tem-se mantido durante 24 meses consecutivos, segundo os dados divulgados pelo INE, reforçando o cenário de desaceleração da inflação no país.
Apesar do resultado positivo, a redução da taxa de inflação não significa necessariamente que os preços dos produtos tenham diminuído. O indicador mostra, sobretudo, que os preços estão a aumentar a um ritmo mais lento em relação aos períodos anteriores.
A nova taxa de 9,33% coloca assim Angola novamente abaixo da barreira dos dois dígitos, num momento em que a evolução do custo de vida continua entre os principais indicadores acompanhados pelas famílias, empresas e autoridades económicas.
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