A estrela nigeriana do Afrobeats, Tiwa Savage, está a investir fortemente no futuro da música africana através de uma parceria inédita com a Berklee College of Music, uma das mais prestigiadas escolas de música do mundo.
Recentemente, a cantora reuniu 100 jovens artistas promissores em Lagos, Nigéria, selecionados entre mais de 2.000 candidatos, para participarem de workshops intensivos de música, produção e indústria musical.
O projeto marca a primeira expansão académica da Berklee para África e tem como objetivo principal dar acesso à educação musical de qualidade a talentos africanos que muitas vezes não possuem oportunidades ou recursos financeiros.
“Meu legado é criar esta fundação. Espero que daqui a muitos anos um dos beneficiários se torne o próximo Michael Jackson, Quincy Jones ou Wizkid”, declarou Tiwa Savage.
A artista explicou que o grande problema em África não é a falta de talento, mas sim o acesso à formação profissional e às ferramentas certas para competir globalmente.
O programa incluiu aulas de canto, workshops instrumentais e masterclasses sobre produção, marketing musical e funcionamento da indústria internacional. Segundo Savage, um grande artista também precisa de produtores, engenheiros de som e profissionais de promoção preparados.
Nascida em Lagos e criada parcialmente no Reino Unido, Tiwa Savage estudou na Berklee há cerca de duas décadas. Foi durante esse período que começou a sonhar em criar oportunidades para jovens africanos ingressarem em instituições musicais de renome internacional.
A iniciativa já começou a gerar resultados concretos. Após um concerto realizado no Teatro Nacional de Lagos, 18 estudantes receberam bolsas de estudo para a Berklee, avaliadas em cerca de 2,1 milhões de dólares.
Conhecida por sucessos globais como Koroba e Kele Kele, Tiwa Savage acredita que o Afrobeats precisa de uma estrutura profissional sólida para alcançar a mesma longevidade do R&B ou do rock’n’roll.
A cantora também reforçou que pretende transformar o projeto numa plataforma pan-africana, aberta a talentos de vários países do continente.
“O talento não está apenas na Nigéria. Está em toda África”, afirmou.

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