Presidente João Lourenço declara luto nacional e apela à reconciliação dos angolanos - Rádio 8000

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Presidente João Lourenço declara luto nacional e apela à reconciliação dos angolanos



O Presidente da República, João Lourenço, decretou luto nacional para esta sexta-feira, 22 de Maio, em memória das vítimas dos conflitos políticos que marcaram a história de Angola entre 1975 e 2002. A decisão surge numa altura de forte simbolismo nacional, marcada pela entrega de centenas de restos mortais às respectivas famílias, num acto considerado histórico para o processo de reconciliação nacional.


Numa mensagem dirigida à Nação, o Chefe de Estado justificou a medida com o impacto social e emocional da cerimónia de restituição das ossadas às famílias afectadas pelos anos de conflito. João Lourenço destacou que Angola vive hoje um período de paz consolidada, após décadas de divisões políticas e confrontos armados que deixaram profundas feridas na sociedade.


Segundo o Presidente da República, o país deve continuar a enfrentar o passado com transparência e responsabilidade, defendendo que a paz e o perdão só serão verdadeiros quando assentes no reconhecimento dos erros cometidos ao longo da história.


João Lourenço recordou ainda o trabalho desenvolvido pela Comissão Interministerial para as Vítimas dos Conflitos Políticos, criada para localizar, identificar e entregar restos mortais às famílias, permitindo funerais dignos às vítimas dos confrontos ocorridos entre 11 de Novembro de 1975 e 4 de Abril de 2002.


O estadista angolano apelou à união, ao perdão e ao fortalecimento da identidade nacional, sublinhando que os episódios trágicos do passado não devem ser esquecidos, mas sim servir de reflexão para impedir que conflitos étnicos, religiosos ou políticos voltem a ameaçar a estabilidade do país.


“Perdoar e abraçar é o caminho certo para nos erguermos como uma nação reconciliada”, afirmou o Presidente, deixando também palavras de conforto às famílias afectadas pelos conflitos.


A cerimónia prevista para esta sexta-feira é encarada como mais um passo no processo de cura colectiva e reconciliação entre os angolanos, num momento que promete mobilizar o país em torno da memória, da paz e da unidade nacional.

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