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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Morreu o saxofonista angolano Nanutu aos 68 anos


O saxofonista angolano Nanutu faleceu nesta sexta-feira, em Lisboa, Portugal, aos 68 anos de idade, vítima de doença, segundo informações avançadas pela ANGOP junto de fonte familiar.


Considerado uma das maiores referências da música instrumental angolana, Nanutu construiu uma carreira marcada pela excelência artística, inovação e internacionalização da música angolana. Ao longo de quase cinco décadas de carreira, destacou-se pela fusão entre Semba, Kilapanga, Afrobeat, Jazz, Kizomba e bossa nova, levando o som do saxofone angolano a palcos internacionais.


António Manuel Fernandes, conhecido artisticamente como Nanutu, nasceu em 1957, no município do Sambizanga, em Luanda. Iniciou o percurso musical ainda criança na Casa dos Rapazes de Luanda, começando pela bateria antes de trocar o instrumento pelo clarinete aos nove anos de idade.

Durante a carreira, integrou grupos históricos como “Aliança FAPLA-Povo” e “Os Merengues”, acompanhando algumas das maiores vozes da época dourada do Semba.


O músico colaborou com vários artistas nacionais e internacionais, incluindo nomes de destaque dos PALOP e estrelas da música mundial como Pablo Milanés, Martinho da Vila, Daniela Mercury, Sting, Alicia Keys, Cesária Évora e Salif Keita.


Nanutu também foi durante cerca de 15 anos integrante da banda do cantor português Luís Represas, consolidando a sua presença artística na diáspora africana em Portugal.


A sua discografia inclui álbuns marcantes como “Marés” (1996), “Kizofado” (2000), “Luandei” (2005), “Bisa” (2009), “Ximbika” (2012) e “Gato Viju” (2021).


Com uma técnica refinada adquirida em instituições de prestígio em Portugal, Cuba e Estados Unidos, Nanutu tornou-se um dos principais embaixadores da música instrumental angolana, demonstrando que o género tinha espaço para alcançar reconhecimento global.


A morte do músico representa uma grande perda para a cultura angolana e para a música africana.

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