O desemprego em Angola continua a atingir níveis preocupantes. Dados do Inquérito Sobre o Emprego em Angola (IEA), referentes ao primeiro trimestre de 2026, revelam que mais de 2,5 milhões de angolanos estão sem trabalho, numa altura em que a crise do emprego afecta sobretudo jovens e mulheres, agravando a pressão social e económica no país.
Segundo o relatório, a população desempregada com 15 ou mais anos foi estimada em 2 593 206 pessoas, sendo 1 399 927 mulheres e 1 193 279 homens. A taxa de desemprego fixou-se em 21,3%, registando um aumento de 1,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
Os números mostram ainda que o desemprego cresceu 15,5% em apenas três meses, o equivalente a mais 347 311 pessoas sem ocupação laboral.
A juventude continua a ser a camada mais afectada. Entre os jovens dos 15 aos 24 anos, a taxa de desemprego atingiu os 40,7%, enquanto apenas 21% desta faixa etária conseguiu acesso ao emprego.
Apesar do cenário preocupante, o país contabilizou 9 562 740 pessoas empregadas, das quais 4 977 877 homens e 4 584 863 mulheres. A taxa geral de emprego foi estimada em 42,3%.
As diferenças entre áreas urbanas e rurais também permanecem acentuadas. Nas zonas urbanas, a taxa de emprego foi de 50,9%, mais do dobro da registada nas áreas rurais, que ficou em 23,7%.
O relatório aponta ainda que os homens continuam a ter maior acesso ao mercado de trabalho, com uma taxa de emprego de 45,6%, contra 39,2% das mulheres.
O grupo etário entre os 35 e 44 anos é actualmente o que concentra o maior número de trabalhadores empregados em Angola.
Os dados do IEA voltam a colocar em evidência os desafios ligados à criação de emprego, inclusão da juventude no mercado laboral e redução das desigualdades económicas e sociais no país.
Fonte: Inquérito Sobre o Emprego em Angola (IEA), I Trimestre de 2026.

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