Depois de mais de uma década entre avanços lentos e longos períodos de paralisação, o Hospital Geral do Zaire volta a ganhar esperança. A infra-estrutura, construída na cidade de Mbanza Kongo, deverá ser inaugurada no primeiro semestre de 2027, segundo garantiu a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, durante a visita do Presidente da República, João Lourenço, às obras da unidade hospitalar.
A visita presidencial teve como objectivo avaliar o estado actual do projecto e acompanhar o ritmo das obras, iniciadas em 2013, mas interrompidas durante cerca de dez anos. Desde que passou para a responsabilidade do Ministério da Saúde, em 2023, o projecto voltou a ser retomado com novas metas e ajustes técnicos.
Durante a deslocação, Sílvia Lutucuta assegurou que os problemas financeiros que travavam o andamento da empreitada já foram ultrapassados, permitindo maior equilíbrio entre a execução física e financeira da obra.
“Temos a promessa do empreiteiro para que, no primeiro semestre do próximo ano, possamos inaugurar este hospital”, afirmou a ministra, destacando que grande parte dos trabalhos técnicos já foi executada.
Segundo a governante, foram feitas melhorias importantes no projecto inicial, sobretudo nos fluxos clínicos, redes técnicas e modernização dos equipamentos hospitalares, para garantir melhores condições de atendimento à população.
Apesar dos avanços registados, o ritmo das obras continua a levantar preocupações. O director de obras da empresa Vamed, Paulo Cabata, informou que o projecto se encontra actualmente com 44 por cento de execução física.
O responsável revelou ainda que o número de trabalhadores diminuiu consideravelmente nos últimos meses. Após recomendações do Presidente João Lourenço, a obra chegou a contar com mais de 430 operários, mas actualmente possui entre 60 e 70 trabalhadores activos.
Com capacidade para 290 camas, o Hospital Geral do Zaire será uma unidade hospitalar de terceiro nível e deverá reforçar significativamente os serviços de saúde na província.
A infra-estrutura contará com quatro salas de cirurgia, enfermarias modernas, serviços de hemodiálise, fisioterapia, imagiologia, pediatria, maternidade, cuidados neonatais e áreas de diagnóstico e terapêutica.
Avaliado em cerca de 114 milhões de euros, o complexo hospitalar ocupa uma área construída de 27 mil metros quadrados, num espaço total de 80 mil metros quadrados.
Soyo também terá hospital geral
Durante a visita ao Zaire, a ministra da Saúde anunciou igualmente a futura construção do Hospital Geral do Soyo, com capacidade para 200 camas.
Segundo Sílvia Lutucuta, o terreno já foi preparado e o estaleiro encontra-se em fase de instalação, aguardando apenas a conclusão de alguns procedimentos administrativos para o arranque oficial das obras.
A governante justificou o projecto com a importância económica do município do Soyo, defendendo a necessidade de infra-estruturas hospitalares modernas para acompanhar o crescimento da região e atrair mais investimentos.
Fonte: Jornal de Angola

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