O Executivo angolano aprovou a eliminação da obrigatoriedade da licença de publicidade exigida para a afixação de letreiros e identificação de estabelecimentos comerciais, industriais e de prestação de serviços em todo o país.
A decisão foi anunciada esta sexta-feira pelo secretário do Presidente da República para a Reforma do Estado, Pedro Fiete, no final da 5.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço.
Segundo o responsável, a medida enquadra-se no programa Simplifica, criado para reduzir a burocracia e melhorar o ambiente de negócios em Angola, facilitando a vida de investidores e empreendedores.
Com a nova decisão, proprietários de cantinas, restaurantes, hotéis, farmácias, postos de abastecimento e outros estabelecimentos deixam de precisar renovar anualmente a licença para manter letreiros e elementos de identificação nas fachadas dos seus negócios.
Pedro Fiete considerou que a exigência representava um procedimento “burocrático, redundante e desnecessário”, uma vez que o documento era emitido pelas administrações municipais e podia, durante acções inspectivas, resultar até na interrupção da actividade comercial em caso de ausência da licença.
O governante esclareceu, no entanto, que a medida não elimina as autorizações relacionadas com publicidade em espaços públicos, como outdoors, painéis publicitários e outros suportes destinados à divulgação comercial.
A decisão aplica-se apenas aos letreiros, marcas e sinais de identificação instalados nos próprios estabelecimentos comerciais.
Com esta reforma, o Executivo pretende reduzir os custos administrativos, simplificar os processos de licenciamento e incentivar o investimento privado no país.
Fonte: Angop

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