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| Autoria da fotografia é de Anacleta Jóse |
Por: Redação Rádio 8000
A capital de Angola, Luanda, celebrou hoje um marco histórico: 450 anos desde a sua fundação. Batizada como a "cidade mãe", a metrópole que pulsa ao ritmo do semba e da resiliência enfrenta o seu aniversário de meio milénio envolta num misto de celebração cultural e cobranças por melhorias estruturais.
O Coração de uma Nação
Do Icolo e Bengo ao Namibe, o sentimento de pertença é unânime. Luanda não é apenas o centro político e económico; é o depósito da memória histórica do país. Jorge, cidadão residente no Namibe, destaca que a capital é o símbolo da riqueza nacional. "Luanda representa cultura. É lá onde encontramos o Museu da Moeda e os grandes monumentos que contam quem somos", afirmou em entrevista à Rádio 8000.
Os Desafios: Saneamento e Cidadania
Apesar do clima festivo, o aniversário é também um momento de reflexão crítica. Nas ruas, o clamor por uma cidade mais limpa é a principal reivindicação dos munícipes. Débora Figueira, ouvida pela nossa equipa no Icolo e Bengo, foi enfática ao apontar as prioridades para o futuro:
"Gostaria que mudasse o saneamento básico. Há muito lixo e precisamos de focar na higiene, saúde e no fator ambiental para o bem-estar da população."
Além das questões de infraestrutura, a centralização dos poderes do Estado ainda é vista como um entrave para o desenvolvimento equilibrado do país. Cláudio Mateus, outro entrevistado, defende que, embora Luanda seja o "centro das atenções", já é tempo de se pensar numa desconcentração efetiva de poderes.
Um Pacto com o Futuro
A segurança e a preservação do bem comum surgem como o caminho para os próximos anos. Hermenegildo Iuritalia reforça a importância da campanha "Mude antes que seja tarde", do Ministério do Interior, apelando à valorização dos bens públicos. Segundo ele, o desenvolvimento não depende apenas do Estado, mas de uma mudança de atitude de cada cidadão, nacional ou estrangeiro.
Ao completar 450 anos, Luanda mostra que a sua maior força não reside apenas nos prédios modernos ou nos museus coloniais, mas na voz do seu povo que, entre dificuldades e esperanças, continua a acreditar numa capital mais organizada e feliz.
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