Luanda celebrou 450 anos no domingo, 25 de janeiro de 2026, e a data ficou ainda mais marcante com a presença de Arson Divino, jovem artista angolano, em entrevista ao vivo na Rádio 8000, a partir da Centralidade do Zango 8000.
Convidado do programa conduzido por Chakuisa dos Santos, Arson Divino abriu o coração e contou a sua trajetória artística, marcada por desafios familiares, pausas forçadas e um regresso determinado ao mercado musical com uma proposta clara: fazer música com base em fatos reais e motivar os oprimidos.
Natural do Cazenga e atualmente residente no Zango 3, Arson Divino revelou que iniciou a sua ligação com a música ainda jovem, passando pelo kuduro de forma discreta, devido à educação cristã da família. Mais tarde, encontrou no rap e no trap o espaço ideal para expressar sentimentos, vivências e reflexões profundas.
“Tudo o que me emociona, eu levo para a música”, afirmou o artista, explicando que não costuma escrever letras no papel — a criação nasce na mente e ganha forma diretamente no estúdio.
Após dois a três anos afastado dos lançamentos oficiais, Arson Divino regressou com o single “Rainha”, uma canção que homenageia a figura materna e o sacrifício silencioso de muitas mulheres angolanas. O tema tem recebido feedback positivo, reconhecimento de artistas consagrados e já está disponível no YouTube, com chegada progressiva às plataformas digitais.
Apesar de ser o primeiro lançamento desta nova fase, o artista garante que “Rainha é a música menos curiosa” entre as 15 faixas já preparadas, prometendo trabalhos ainda mais fortes nos próximos lançamentos.
Mais do que sucesso ou visibilidade, Arson Divino afirma ter uma missão clara: motivar almas oprimidas, levar mensagens positivas e representar Angola dentro e fora do país.
“O mundo inteiro é o meu palco”, disse, reforçando que a sua música não se limita a Luanda, África ou fronteiras.
Durante a entrevista, Arson Divino destacou a facilidade de acesso à Rádio 8000, incentivando outros artistas a acreditarem e a mostrarem o seu trabalho. A emissão foi acompanhada por ouvintes em Angola, Brasil, Moçambique e até na Europa, reforçando o alcance internacional da emissora.
No final, a mensagem para Luanda foi simples e direta: mais união e empatia.
Ouvir a entrevista
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