Ícolo e Bengo — Músicos, especialistas, estudiosos e bailarinos nacionais e estrangeiros participam desde esta terça-feira, 18 de novembro de 2025, na província de Ícolo e Bengo, no primeiro Congresso Internacional de Kizomba, com o objetivo de promover, resgatar e reconhecer a dança e música Kizomba como herança cultural e símbolo da identidade angolana.
O congresso, organizado pelo Espaço Aplausos e realizado entre 18 e 20 de novembro no município do Sequele, inclui uma programação diversificada — workshops, masterclasses, palestras, shows, competições e apresentações culturais — com o propósito de valorizar a autenticidade da cultura nacional.
Objetivos e reivindicações do evento
Entre os propósitos do congresso está a afirmação de Angola como berço autêntico da Kizomba, resgate de seu valor histórico e artístico, bem como o reconhecimento internacional dos profissionais angolanos que difundem este estilo dentro e fora do país.
Participantes debatem temas como “Kizomba como herança e símbolo da identidade cultural angolana”, “Raízes da Kizomba — identidade, origem e evolução”, “Kizomba como fator de promoção turística, diálogo cultural e geração de renda” e “A mulher na Kizomba — força, visibilidade e protagonismo”.
Homenagens e mobilização para reconhecimento institucional
Durante o congresso, o músico e produtor Eduardo Paím foi homenageado com um certificado de honra, em reconhecimento à sua contribuição histórica como um dos criadores do gênero musical Kizomba há cerca de 40 anos.
Também foi destacado que o Ministério da Cultura de Angola pretende aproveitar as resoluções do evento para reunir dados que permitam a proposta de elevação da Kizomba a patrimônio cultural imaterial nacional.
Alcance internacional e impacto cultural
O congresso reuniu participantes de diversos países — entre os quais França, Canadá, Espanha, Brasil, Portugal, Reino Unido e Estados Unidos — o que reforça o alcance global da Kizomba e a relevância de Angola como origem desta expressão artística.
Especialistas e amantes da dança e música ressaltaram a Kizomba como importante veículo de promoção da cultura angolana, de afirmação da identidade nacional e de valorização da diáspora.
Conclusões e desafios futuros
Ao final do evento, foi recomendada a intensificação dos esforços para elevar a Kizomba a patrimônio cultural imaterial — medida considerada essencial para preservar, valorizar e promover a música e dança em âmbito nacional e internacional.
Por outro lado, foram apontados desafios estruturais: a necessidade de apoio institucional e de melhores condições logísticas para que artistas e bailarinos interessados em eventos culturais possam participar sem entraves.
Segundo os organizadores, o congresso marca o início de um novo capítulo para a Kizomba — com compromissos de valorização da cultura nacional, preservação da memória artística e promoção da Kizomba como símbolo autêntico e universal da identidade angolana.
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