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domingo, 4 de outubro de 2026

Trez Agah defende respeito ao processo e aponta caminhos para viver do hip-hop em Moçambique




O rapper moçambicano Trez Agah falou sobre a sua trajetória no hip-hop, os desafios da carreira e o actual momento da cultura urbana em Moçambique, durante uma entrevista ao programa Conexões de Hip Hop, da Rádio 8000.


Durante a conversa, Trez Agah recordou os primeiros passos na música e explicou a origem do seu nome artístico, que remonta aos tempos da escola secundária e à formação de um grupo de três amigos apaixonados pelo rap.


O artista também revisitou diferentes fases da sua carreira, destacando as experiências acumuladas em grupos e estruturas como B.O.C., Tropas do Futuro, Track Records e Jeep Row.


Para Trez Agah, cada uma dessas experiências foi fundamental para o seu crescimento enquanto artista, permitindo-lhe desenvolver técnicas de gravação, dicção, interpretação e composição.


Foi também durante a passagem pela Jeep Row que o rapper lançou “Bangalala”, música que, segundo o próprio, se tornou um dos principais sucessos da sua carreira e contribuiu para a expansão do seu nome no cenário hip-hop.


Trez Agah: “Pode-se viver do hip-hop”

Questionado sobre a possibilidade de viver da música, particularmente do hip-hop em Moçambique, Trez Agah considera que é possível, mas alerta que o artista precisa de pensar para além dos espectáculos.


Segundo o rapper, é necessário construir uma marca, trabalhar a imagem, estabelecer contactos e procurar oportunidades de negócio com empresas e outras áreas.


Trez Agah defende ainda que os artistas não devem depender exclusivamente dos cachês dos shows, mas procurar criar diferentes fontes de rendimento através da sua carreira.


Conselho aos novos artistas

Para a nova geração, o rapper deixa uma mensagem clara: “respeitem o processo”.


Trez Agah considera que as redes sociais e as actuais ferramentas de gravação facilitaram o acesso ao mercado, mas também fizeram com que alguns artistas lancem músicas sem procurar opiniões ou críticas antes da publicação.


O rapper aconselha os novos artistas a mostrarem os seus trabalhos a pessoas com diferentes gostos musicais e a aprenderem com as avaliações recebidas.


Trez Agah fala sobre os “bifes”

Questionado sobre as disputas entre rappers, Trez Agah afirmou que já foi alvo de provocações musicais, mas preferiu não responder.


Na sua visão, responder a alguém que considera estar abaixo do seu nível artístico poderia acabar por dar visibilidade ao próprio adversário.


Para o rapper, um artista não precisa atacar ou diminuir os outros para provar o seu valor: a qualidade do trabalho deve falar por si.


“O hip-hop moçambicano está de boa saúde”

Sobre o actual cenário do hip-hop em Moçambique, Trez Agah fez uma avaliação positiva.


O artista destacou o aumento de oportunidades e a aproximação de grandes marcas ao movimento, citando exemplos como Coca-Cola, Jameson, Sprite e Castellite.


Apesar dos avanços, defendeu que ainda existem desafios relacionados com a valorização da música e o apoio institucional ao sector.


A entrevista completa com Trez Agah, conduzida por Karla Rapdiva, aborda ainda a sua trajectória, os bastidores do hip-hop moçambicano e os caminhos para os novos artistas construírem carreiras sustentáveis.


Ouça a entrevista toda 



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