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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Morte do Rei Oyo provoca disputa pela sucessão no Reino de Tooro

 



O Rei Oyo Nyimba Kabamba Iguru Rukidi IV, soberano do Reino de Tooro, no Uganda, foi sepultado no sábado, 12 de setembro, numa cerimónia que reuniu milhares de pessoas na cidade de Fort Portal.


Segundo as informações divulgadas sobre o funeral, o monarca morreu aos 34 anos, enquanto recebia tratamento contra o cancro nos Estados Unidos. Oyo chegou ao trono em 1995, aos três anos, tornando-se uma das figuras monárquicas mais jovens do mundo.


O corpo foi transportado da Catedral de São João até aos Túmulos Reais de Karambi, onde decorreu o sepultamento de acordo com as tradições do Reino de Tooro.


A morte do soberano, porém, não encerrou apenas um ciclo de luto. A sucessão ao trono já provoca divergências dentro da família real e das instituições tradicionais.


O conselho do clã real Babiito escolheu Edward Rukidi Kijanangoma, jornalista e primo do falecido rei, para assumir a sucessão.


A escolha é contestada por alguns membros da família real, que defendem que Oyo deixou um filho e um testamento no qual teria indicado o descendente como seu herdeiro.


A disputa levou a apelos pela unidade e aumentou a atenção sobre o processo de sucessão, que deverá continuar a ser acompanhado pelas autoridades e pelas instituições tradicionais.


Embora não tenha poderes políticos formais, o Reino de Tooro mantém um papel relevante na preservação da identidade, cultura e história das comunidades da região.

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