Responsáveis pedagógicos e científicos de unidades hospitalares das 21 províncias de Angola estão em Portugal para aprofundar conhecimentos sobre organização, gestão e avaliação da formação de profissionais de saúde.
Segundo o GTICI/IES/UIP-PFRHS, do Ministério da Saúde, a iniciativa integra o Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (PFRHS), financiado pelo Banco Mundial, que prevê formar 38 mil profissionais de saúde até 2028.
A formação combina aulas teóricas com actividades práticas e acompanhamento de experiências em instituições parceiras portuguesas.
Entre os principais temas estão:
identificação das necessidades de formação;
elaboração e gestão de projectos;
acompanhamento dos formandos;
avaliação dos processos de capacitação.
A aposta pretende fortalecer não apenas os profissionais de saúde, mas também as estruturas responsáveis por organizar e multiplicar o conhecimento dentro dos hospitais.
No regresso a Angola, os participantes deverão aplicar as ferramentas adquiridas nas suas instituições e partilhar os conhecimentos com outras equipas.
A experiência envolve profissionais de diferentes unidades, incluindo o Instituto Hematológico, o Hospital Comandante Raul Díaz Argüelles, o Complexo Hospitalar de Doenças Cardiorrespiratórias Cardeal Dom Alexandre do Nascimento e o Hospital Central de Cabinda.
No Hospital Central de Cabinda, por exemplo, o polo de formação acompanha cerca de 260 internos distribuídos por 38 especialidades, evidenciando a dimensão dos desafios na gestão da formação especializada.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de qualificação dos recursos humanos, incluindo formação e especialização de profissionais em Angola e no exterior, nomeadamente em Portugal e no Brasil.
A expectativa é que o conhecimento adquirido fora do país seja transformado em capacidade dentro das instituições angolanas, contribuindo para serviços de saúde mais preparados, seguros e humanizados.
Na sua opinião, investir na formação de quem forma os profissionais de saúde pode melhorar significativamente a qualidade dos hospitais angolanos?
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