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| Fotografia feita direitamente na entrevista no canal do youtube |
A bastonária da Ordem dos Contabilistas e dos Peritos Contabilistas de Angola (OCPCA), Cristina Silvestre, defende que a formação académica, por si só, não prepara suficientemente os novos contabilistas para lidar com a realidade diária das empresas.
Segundo Cristina Silvestre, profissionais que saem directamente da universidade para a Administração Geral Tributária (AGT) podem enfrentar dificuldades por não terem experiência prática com os processos e procedimentos utilizados pelas empresas. A declaração foi feita ao Jornal Expansão, durante a Grande Entrevista.
A responsável aponta uma diferença significativa entre aquilo que é ensinado nas instituições de ensino e os desafios encontrados no exercício da profissão.
Entre os problemas identificados estão:
pouca experiência prática durante a formação;
desconhecimento de procedimentos aplicados no dia a dia das empresas;
estágios que, segundo a bastonária, muitas vezes não proporcionam verdadeira experiência em contabilidade;
necessidade de formação contínua perante as alterações das regras fiscais.
Para responder a este desafio, a OCPCA passou a apostar no Estágio em Ambiente Controlado (EAC), no qual a componente prática é desenvolvida pela própria Ordem. A intenção é garantir que os futuros contabilistas tenham contacto com situações concretas antes de exercerem plenamente a profissão.
Cristina Silvestre defende ainda que a experiência prática dos contabilistas deve ser considerada na elaboração e implementação de novas regras fiscais, sobretudo quando estas afectam directamente o funcionamento das empresas.
Na sua opinião, a formação universitária em Contabilidade prepara suficientemente os profissionais para os desafios reais das empresas em Angola?
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