Bogotá (Colômbia) – A psicóloga colombiana Catalina Giraldo morreu aos 30 anos, após uma longa luta contra um sofrimento psicológico que a acompanhou durante cerca de dez anos. O seu caso ganhou notoriedade por causa da batalha judicial que travou para obter acesso ao suicídio medicamente assistido, um direito ainda sem regulamentação clara no país.
Ao longo da última década, Catalina foi submetida a vários tratamentos para tentar aliviar a sua condição. Passou por psicoterapia, utilizou diversos medicamentos e recorreu a procedimentos especializados, mas, segundo a família e os médicos, continuava a enfrentar um sofrimento intenso e persistente.
Depois de enfrentar sucessivas dificuldades legais para obter autorização para o suicídio assistido, Catalina acabou por recorrer à eutanásia, procedimento permitido na Colômbia em determinadas situações. A sua morte ocorreu no dia 9 de julho, rodeada pelos familiares.
Antes de morrer, Catalina afirmou que a sua luta não era apenas por si, mas também por todas as pessoas que vivem com sofrimento psíquico grave e defendem o direito de decidir sobre o fim da própria vida. O caso voltou a colocar em destaque o debate sobre a regulamentação do suicídio medicamente assistido na Colômbia e os direitos dos doentes em situações de sofrimento considerado irreversível.
A história da psicóloga teve ampla repercussão na imprensa internacional e reacendeu discussões éticas, médicas e jurídicas sobre os limites da autonomia do paciente e os cuidados no fim da vida.
Fonte: BBC News Brasil.
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