O ministro da Cultura, Filipe Zau, defendeu o reforço da cooperação entre a língua portuguesa e as línguas maternas africanas no sistema educativo angolano, considerando que esta integração poderá contribuir para melhorar a aprendizagem dos alunos e preservar a identidade cultural do país.
O posicionamento foi apresentado durante a abertura do colóquio sobre o Multilinguismo, realizado na Faculdade de Humanidades da Universidade Agostinho Neto, no âmbito das celebrações do Dia Internacional da Língua Materna.
Na ocasião, o governante destacou que Angola é um país multicultural e plurilingue, realidade que deve ser refletida nas políticas educativas para garantir uma aprendizagem mais inclusiva e eficaz.
Segundo Filipe Zau, o ensino não deve partir do pressuposto de que todas as crianças iniciam a escolarização com domínio da língua portuguesa, uma vez que muitas têm como primeira língua uma das línguas maternas africanas.
Para o ministro, a valorização das línguas nacionais em articulação com a língua portuguesa representa um passo importante para fortalecer a inclusão, promover a diversidade linguística e preservar o património cultural angolano.
A iniciativa reforça o compromisso do Ministério da Cultura com a promoção da diversidade cultural e da valorização das línguas nacionais como instrumentos fundamentais para o desenvolvimento social e educativo do país.
Fonte: Ministério da Cultura de Angola.
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