A abertura da 41.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA) confirmou o crescente interesse dos investidores pelo mercado angolano. Com 2.384 expositores de 22 países, o evento volta a afirmar-se como a maior plataforma de negócios do país, refletindo a confiança do setor privado nas reformas económicas e nas oportunidades de investimento em Angola.
Icolo e Bengo – A maior montra de negócios de Angola voltou a abrir portas com uma forte participação de empresas nacionais e estrangeiras. A 41.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), que decorre na Zona Económica Especial (ZEE), reúne este ano 2.384 expositores provenientes de 22 países, um número que, para o Executivo, demonstra a crescente confiança dos investidores no potencial da economia angolana.
Na sessão de abertura, a mensagem do Presidente da República, João Lourenço, foi transmitida pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano. O Chefe de Estado considerou que a FILDA é hoje muito mais do que uma feira de exposição: tornou-se um espaço onde se medem a capacidade empreendedora do país, o interesse dos investidores e os avanços alcançados no processo de diversificação da economia.
Ao longo de mais de quarenta anos, a FILDA consolidou-se como um ponto de encontro entre empresários, investidores e instituições públicas, criando oportunidades para a assinatura de acordos, apresentação de novos produtos e atração de investimentos para diferentes setores da economia.
Na sua intervenção, José de Lima Massano reafirmou o compromisso do Governo em continuar a implementar reformas económicas e preservar a estabilidade macroeconómica, condições consideradas essenciais para atrair investimento e estimular o crescimento das empresas.
O governante sublinhou que o papel do setor privado é decisivo para o desenvolvimento do país e apelou às empresas para continuarem a investir, inovar, aumentar a produção nacional, conquistar novos mercados e criar mais empregos.
"É desta parceria entre o Estado e o setor privado, baseada na confiança e na responsabilidade, que poderá nascer uma economia mais forte e preparada para enfrentar os desafios do futuro", destacou.
Para os milhares de empresários e investidores presentes no certame, o Executivo espera que a FILDA 2026 seja um espaço de concretização de novos negócios, estabelecimento de parcerias estratégicas e captação de investimentos capazes de impulsionar a economia nacional.
Agricultura e indústria continuam a ganhar peso
Durante o discurso, José de Lima Massano destacou os progressos registados por vários setores da economia, entre eles a Agricultura, a Indústria Transformadora, a Energia, os Transportes, as Telecomunicações e o Turismo.
A agricultura foi apontada como um dos melhores exemplos dessa evolução. Segundo o ministro, o setor praticamente duplicou a sua contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB) na última década, resultado das políticas públicas direcionadas para o aumento da produção e o reforço da segurança alimentar.
Apesar dos avanços, reconheceu que ainda existem desafios importantes. Melhorar a produtividade, aumentar a competitividade das empresas e investir mais em inovação continuam a ser prioridades para garantir um crescimento económico sustentável.
Nesse sentido, defendeu investimentos contínuos na formação de quadros, na modernização das infraestruturas, na logística, na tecnologia e no acesso ao financiamento, sobretudo para as pequenas e médias empresas, consideradas a base do tecido empresarial angolano.
Oito prioridades para transformar a economia
Sob o lema "Produzir e Inovar Localmente, Vencer Globalmente", a edição deste ano da FILDA serviu também para reforçar a visão económica do Executivo.
José de Lima Massano explicou que a estratégia do Governo passa por oito prioridades consideradas essenciais para acelerar a transformação económica do país: incorporar mais conhecimento na produção, gerar maior valor acrescentado, fortalecer as cadeias produtivas nacionais, estimular a inovação, criar condições para que as empresas angolanas conquistem novos mercados, aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos bens e serviços e tornar a economia mais competitiva perante um mercado global em constante mudança.
Mais do que apresentar produtos e serviços, a FILDA volta a afirmar-se como um espaço de debate sobre o futuro económico de Angola, reunindo empresas, investidores e instituições em torno de um objetivo comum: transformar o potencial do país em crescimento, emprego e desenvolvimento sustentável.
A feira decorre até domingo, na Zona Económica Especial, em Icolo e Bengo, e deverá receber milhares de visitantes ao longo dos próximos dias.
Fonte: Jornal de Angola.
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