Luanda, 24 de junho de 2026 – Angola registou progressos significativos no cumprimento das recomendações do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), tendo alcançado duas recomendações classificadas como largamente cumpridas, informou esta quarta-feira a directora-geral da Unidade de Informação Financeira (UIF), Fausta Muzumbi.
A responsável falava à margem do workshop sobre o diálogo entre o sector público e privado e o papel dos órgãos de comunicação social no sistema nacional de prevenção e combate ao branqueamento de capitais, promovido pela UIF, em Luanda.
Segundo Fausta Muzumbi, o país concluiu a Avaliação Nacional de Risco e as respectivas avaliações sectoriais, etapas consideradas fundamentais para o cumprimento do plano de acção acordado com o GAFI.
A dirigente explicou que a estratégia nacional está centrada na saída de Angola da chamada “lista cinzenta” e no fortalecimento dos mecanismos que assegurem a conformidade técnica das instituições, evitando o regresso ao processo de monitorização reforçada.
Para alcançar esse objectivo, destacou a necessidade de um esforço conjunto entre as instituições nacionais, aliado à consolidação de uma cultura de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.
No âmbito da aproximação da UIF à sociedade, Fausta Muzumbi anunciou o reforço das acções de comunicação e sensibilização dirigidas aos jornalistas e ao público, através da divulgação regular dos níveis de execução das medidas adoptadas pelo país.
Por sua vez, o director-geral adjunto da UIF, António dos Santos, sublinhou a importância da partilha de informação entre as instituições que integram o sistema nacional de prevenção e combate ao branqueamento de capitais, bem como do reforço da formação dos técnicos e pontos focais responsáveis pela articulação institucional.
Relativamente às comunicações de operações suspeitas, António dos Santos esclareceu que a UIF recebe regularmente um elevado volume de informações, analisadas através dos mecanismos de monitorização existentes, salientando, contudo, que uma operação suspeita não representa necessariamente a existência de um crime de branqueamento de capitais.
O responsável manifestou confiança nos resultados das medidas em curso e reiterou o compromisso das autoridades nacionais em cumprir as recomendações internacionais para garantir a saída de Angola da lista cinzenta do GAFI.
Angola foi colocada na lista de monitorização reforçada após uma avaliação realizada em 2021, durante a qual foram identificadas 87 deficiências no sistema nacional de prevenção e combate ao branqueamento de capitais. Até 2025, o país conseguiu superar 70 dessas insuficiências, mantendo em curso as acções destinadas à resolução das restantes.
O workshop marcou igualmente o início de uma nova estratégia de aproximação entre a UIF e os órgãos de comunicação social, com o objectivo de reforçar a compreensão pública sobre o papel da instituição e os desafios ligados à prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo.
Fonte: ANGOP

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