Empresa indonésia, que fornece vacinas a Angola desde 2011, manifesta interesse em produzir localmente e ajudar no combate a doenças como malária, ébola e vírus Marburg.
Angola poderá dar um passo histórico rumo à autonomia na produção de vacinas. A farmacêutica indonésia Bio Farma, parceira do país há mais de uma década, manifestou interesse em instalar uma unidade de fabrico em território nacional, numa iniciativa que promete reforçar a capacidade de resposta a surtos de doenças e fortalecer a indústria farmacêutica angolana.
A intenção foi apresentada esta quarta-feira durante uma visita de trabalho da secretária de Estado para as Relações Exteriores, Esmeralda Mendonça, à cidade de Bandung, no sudeste da Indonésia.
Segundo uma nota divulgada pelas autoridades angolanas, a governante visitou as instalações da Bio Farma, onde teve a oportunidade de conhecer a capacidade produtiva da empresa e reunir-se com a sua direcção-geral.
Durante o encontro, Esmeralda Mendonça incentivou a farmacêutica a acelerar o projecto de instalação de uma unidade de produção em Angola, destacando a importância estratégica da iniciativa para o fortalecimento do sistema nacional de saúde.
A responsável sublinhou que a produção local de vacinas poderá contribuir significativamente para o combate a doenças epidemiológicas como a malária, a febre-amarela, o ébola e o vírus Marburg, enfermidades que continuam a representar desafios para vários países da África Central.
Fornecedora de vacinas para Angola desde 2011, a Bio Farma é reconhecida internacionalmente pela produção de vacinas humanas e veterinárias. A empresa conta ainda com o apoio de importantes parceiros internacionais, entre os quais a Fundação Bill & Melinda Gates e o Banco Islâmico de Desenvolvimento.
Caso o projecto avance, Angola poderá reduzir a dependência da importação de vacinas, reforçar a sua capacidade de resposta a emergências sanitárias e posicionar-se como um potencial centro regional de produção farmacêutica.
A iniciativa surge num momento em que vários países africanos procuram aumentar a sua capacidade de produção local de medicamentos e vacinas, com o objectivo de garantir maior segurança sanitária e sustentabilidade dos sistemas de saúde.

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