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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Angola defende criação de emprego como base para a paz e coesão social na ONU



Luanda, 22 de junho de 2026 – Angola reafirmou, esta segunda-feira, o compromisso com a promoção do emprego como um dos principais instrumentos para fortalecer a coesão social, aumentar a resiliência das comunidades e consolidar uma paz duradoura.


A posição foi apresentada pelo embaixador Francisco José da Cruz durante a Reunião Conjunta de 2026 do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) e da Comissão para a Consolidação da Paz (CCP), realizada em Nova Iorque sob o tema “Do Risco à Resiliência: Promover a Coesão Social através da Criação de Emprego em Contextos de Consolidação da Paz”.


Na sua intervenção, o diplomata destacou que a criação de emprego vai muito além de uma prioridade económica, representando uma ferramenta essencial para a transformação social e para o fortalecimento da estabilidade das nações.


Segundo Francisco José da Cruz, o trabalho digno promove a inclusão social, a dignidade humana e cria oportunidades, sobretudo para os jovens, permitindo-lhes participar ativamente no desenvolvimento das suas comunidades e do país.


O representante angolano recordou ainda a trajetória de Angola após o fim do conflito armado, em 2002, salientando que o investimento contínuo na juventude tem sido um dos pilares fundamentais para a construção de uma sociedade mais inclusiva, resiliente e pacífica.


Durante a reunião, destacou os esforços do Executivo angolano no reforço do capital humano, na ampliação da proteção social e no desenvolvimento económico local. Entre as iniciativas referidas esteve o Programa KWENDA, apontado como um exemplo da ligação entre a proteção social e a inclusão económica das famílias mais vulneráveis.


Outro ponto abordado foi a importância estratégica do Corredor do Lobito, considerado um motor para o crescimento económico, a criação de empregos e a integração regional, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e para a estabilidade das comunidades.


Francisco José da Cruz defendeu ainda políticas voltadas para a formação de competências, o empoderamento das mulheres e dos jovens, o incentivo ao empreendedorismo e o fortalecimento das pequenas e médias empresas, fatores considerados essenciais para um crescimento inclusivo.


Ao encerrar a sua intervenção, o diplomata reiterou o compromisso de Angola com a implementação da Agenda 2030 e da Agenda 2063, defendendo que o acesso ao trabalho digno e às oportunidades económicas deve permanecer no centro das políticas de desenvolvimento.

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