As tensões políticas em Angola voltaram a escalar após o deputado da UNITA, Adriano Abel Sapinala, acusar o líder do PRA-JÁ Servir Angola, Abel Epalanga Chivukuvuku, de corrupção ativa, levando o partido visado a anunciar uma ação judicial para defesa da honra.
O caso ganhou repercussão após declarações públicas de Adriano Sapinala, feitas num encontro com militantes e também divulgadas em vídeo nas redes sociais. Na ocasião, o deputado afirmou que Abel Chivukuvuku “deveria ser preso por corrupção ativa”, alegando a existência de imagens em que o líder do PRA-JÁ aparece associado a alegadas transferências de dinheiro.
Segundo Sapinala, as imagens da “caixa térmica com dinheiro” seriam autênticas e, na sua visão, configurariam um dos maiores escândalos políticos fora do MPLA. O parlamentar chegou a comparar o caso com processos judiciais envolvendo figuras políticas internacionais, defendendo que, em outros contextos, o político já estaria detido.
Além das acusações, Sapinala criticou a estrutura do PRA-JÁ, afirmando que muitos dos seus membros não possuem projetos próprios e seguem apenas a liderança de Chivukuvuku, o que, segundo ele, demonstra fragilidade política interna.
O partido classificou as declarações como um comportamento “desprovido de elevação, responsabilidade e sentido de Estado”, acusando Sapinala de agir com má-fé, linguagem de ataque pessoal e intenção de agravar o clima político no país.
Diante da situação, Abel Chivukuvuku instruiu a sua equipa jurídica a avançar com uma ação judicial contra o deputado, com o objetivo de repor a verdade, defender a sua reputação e salvaguardar a sua dignidade pessoal.
Analistas apontam que o caso pode ter implicações no relacionamento entre partidos da oposição, sobretudo num contexto em que alianças políticas recentes já demonstraram fragilidade.

.png)





Sem comentários:
Enviar um comentário