- Rádio 8000

NOTÍCIAS

Home Top Ad







 

 

Post Top Ad
























domingo, 31 de maio de 2026

 



Luanda, 31 de Maio de 2026 – Trinta e cinco anos após a assinatura dos históricos Acordos de Bicesse, Angola continua a refletir sobre um marco que, apesar de não ter conseguido impedir o regresso da guerra, lançou as bases da democracia, do multipartidarismo e da modernização política do país.


Assinados a 31 de Maio de 1991, no Estoril, Portugal, pelo então Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e pelo líder da UNITA, Jonas Savimbi, os acordos representaram a primeira grande tentativa de pôr fim a 16 anos de conflito armado através do diálogo político.


O entendimento, alcançado sob mediação de Portugal e acompanhamento da Troika de Observadores, integrada por Portugal, Estados Unidos e União Soviética, estabeleceu o cessar-fogo, a desmobilização militar, a criação das Forças Armadas Angolanas (FAA) e abriu caminho para as primeiras eleições gerais da história de Angola.


Embora as eleições de 1992 tenham culminado numa nova escalada do conflito, especialistas consideram que o legado de Bicesse ultrapassa o seu fracasso imediato na consolidação da paz. O acordo foi determinante para a implementação do sistema multipartidário, o fortalecimento das instituições republicanas e a promoção da participação política dos cidadãos.


Durante uma conferência internacional realizada recentemente em Luanda para assinalar a efeméride, diversas personalidades destacaram a importância histórica do acordo. Entre elas, Durão Barroso, um dos mediadores do processo, que classificou Bicesse como um acto de coragem política e uma demonstração de que o diálogo continua a ser o caminho mais eficaz para a resolução de conflitos.


A paz definitiva em Angola seria alcançada apenas em 2002, com a assinatura do Memorando de Entendimento do Luena, após a morte de Jonas Savimbi. Ainda assim, muitos dos alicerces da Angola contemporânea nasceram em Bicesse.


Trinta e cinco anos depois, os Acordos de Bicesse permanecem como um símbolo de esperança, aprendizagem e transformação política, lembrando às novas gerações que a paz se constrói com diálogo, confiança e instituições fortes.


Fonte: ANGOP 


Sem comentários:

ADS

Pages