Caso Russos: Acusado admite encontros com líderes políticos angolanos, mas nega terrorismo - Rádio 8000

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Caso Russos: Acusado admite encontros com líderes políticos angolanos, mas nega terrorismo



O cidadão russo Igor Rochin Mihailovich, apontado como um dos principais arguidos no mediático “Caso Russos”, confirmou em tribunal ter mantido encontros com figuras influentes da política angolana, incluindo o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, membros do MPLA e o governador de Malanje, Marcos Nhunga. No entanto, negou qualquer ligação ao terrorismo, espionagem ou tentativa de desestabilização do Estado angolano.


Durante o interrogatório realizado esta quarta-feira, o arguido afirmou que veio para Angola apenas com intenções empresariais e culturais, alegando ser proprietário de uma grande empresa na Rússia e responsável pelo projecto “JK-AIST”, voltado para a promoção da cultura russa no país.


Igor Rochin declarou ter sido surpreendido com a sua detenção em Agosto de 2025, acrescentando que nunca participou em actividades terroristas. Segundo o réu, as transferências monetárias efectuadas para cidadãos angolanos, incluindo políticos do MPLA e da UNITA, tinham como objectivo facilitar o processo de investimento que pretendia implementar em Angola.


O arguido revelou ainda ter desembolsado mais de dois milhões de kwanzas a um empresário ligado ao MPLA para obtenção de visto de trabalho. Confirmou igualmente um encontro com Adalberto Costa Júnior, garantindo, contudo, que não entregou qualquer valor monetário ao líder da oposição.


Entre os nomes mencionados em tribunal estão também Higino Carneiro, António Venâncio, Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse” e o governador de Malanje, Marcos Nhunga, cujos encontros, segundo o acusado, serviram apenas para discutir negócios, política e futuras eleições “no âmbito do investimento”.


As declarações de Igor Rochin coincidem com as do também cidadão russo Lev Matvevch, que já havia admitido contactos com figuras políticas angolanas, alegando fins exclusivamente empresariais.


O processo continua esta quinta-feira com a fase de audição dos declarantes. Além dos dois cidadãos russos, responde igualmente no processo o cidadão angolano Amor Carlos Tomé de Oliveira Francisco “Buka”.


Os arguidos enfrentam acusações graves, entre elas espionagem, organização terrorista, financiamento ao terrorismo, associação criminosa, corrupção activa, tráfico de influência, falsificação de documentos e introdução ilícita de moeda estrangeira no país.


Fonte: Novo Jornal

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