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terça-feira, 19 de maio de 2026

Benguela reintegra cerca de quatro mil famílias afectadas pelas cheias do rio Cavaco

 


Cerca de quatro mil famílias das 8.587 desalojadas pelas cheias provocadas pelo transbordo do rio Cavaco, na província de Benguela, já foram reintegradas nas suas residências no âmbito do programa emergencial do Governo angolano, informou esta terça-feira o governador provincial, Manuel Nunes Júnior, durante o acto de recepção de 135 toneladas de bens diversos doados pelo Ministério dos Transportes, no quadro do corredor humanitário criado para apoiar as populações afectadas pelas inundações.


Segundo o governador, o processo de reintegração das famílias decorre de forma gradual, com uma média diária entre 200 e 400 famílias a regressarem às suas zonas de origem, à medida que as condições de segurança e habitabilidade vão sendo restabelecidas.


Manuel Nunes Júnior explicou que as famílias cujas habitações sofreram danos parciais estão a beneficiar de kits de apoio disponibilizados pelo Executivo, permitindo a recuperação das residências e o retorno progressivo à normalidade.


“A cada dia nós reintegramos famílias. Há dias em que reintegramos 400 famílias, outros dias 200 famílias. Estamos nessa média”, afirmou o governante.


Relativamente às famílias que perderam totalmente as suas casas, o responsável garantiu que serão integradas no programa de construção de habitações sociais autorizado pelo Presidente da República de Angola, João Lourenço, visando assegurar o reassentamento definitivo das populações afectadas.


O processo está enquadrado no Despacho Presidencial n.º 185/26, de 8 de Maio, que autoriza a contratação emergencial para intervenções nos rios Cavaco, Catumbela e Coporolo, assim como em estradas, pontes e habitações sociais destruídas pelas enxurradas.


O plano do Executivo contempla a construção de 225 habitações sociais com sistemas básicos de abastecimento de água e energia eléctrica, além de duas empreitadas adicionais destinadas à construção de 250 residências sociais cada, para acolher as famílias desalojadas pelas cheias.


De acordo com Manuel Nunes Júnior, os recursos financeiros para o arranque das obras já estão assegurados, sendo a iniciativa considerada uma resposta estratégica e emergencial face à dimensão dos danos causados pelas inundações.


O governador referiu ainda que empresas locais deverão participar activamente na execução das obras, em conjunto com grandes construtoras nacionais, com o objectivo de acelerar os trabalhos e garantir o reassentamento célere das populações afectadas.


Durante a cerimónia, o governante agradeceu o gesto solidário do Ministério dos Transportes, sublinhando que os bens recebidos serão fundamentais para apoiar as famílias que continuam instaladas nos centros de acolhimento temporário.


Questionado sobre a gestão dos donativos, Manuel Nunes Júnior reconheceu que podem existir falhas pontuais na distribuição da ajuda humanitária, mas assegurou que não existem indícios de irregularidades sistemáticas, acrescentando que os mecanismos de fiscalização permanecem activos para responsabilizar eventuais infractores.


As cheias provocadas pelo transbordo do rio Cavaco, registadas no passado dia 12 de Abril, afectaram vários bairros ribeirinhos e parte da cidade de Benguela, provocando, segundo dados oficiais, 19 mortos, 31 desaparecidos e deixando 8.587 famílias desalojadas.


Durante as operações de emergência, as autoridades conseguiram ainda resgatar 3.624 pessoas isoladas devido ao avanço das águas.


O balanço aponta igualmente para a destruição de 1.570 residências, além de 3.873 casas danificadas e mais de três mil habitações inundadas pelas enxurradas.


Fonte: ANGOP

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