Diretamente da centralidade do Zango 8000, o jovem rapper Rall partilhou a sua história de luta, resiliência e paixão pela música, revelando os desafios enfrentados desde os tempos em grupo até à consolidação da sua carreira a solo no cenário do hip hop angolano.
Durante uma entrevista concedida à Rádio 8000, no programa “Espaço entrevista”, apresentado por Chakuisa Dos Santos Muachinguenji, o artista falou abertamente sobre o seu percurso musical, iniciado em 2005, ainda em contexto de grupo.
Rall explicou que os primeiros passos foram dados no seio da igreja, onde começou a fazer rap gospel, evoluindo posteriormente para a formação de um grupo musical que, com o passar do tempo, acabou por se dissolver devido a diferenças de visão e compromisso entre os integrantes.
“O grupo não terminou por conflitos, mas sim por falta de alinhamento de objetivos. Cada um seguiu o seu caminho”, afirmou.
Após o fim da formação, o rapper enfrentou dificuldades para se reencontrar artisticamente, destacando os desafios financeiros e emocionais de seguir carreira sozinho. Ainda assim, manteve-se firme no propósito de fazer da música um projeto de vida.
Para o artista, a música vai além de um simples passatempo. “A música é a minha terapia, é a minha entrada e saída. Não é hobby, é vida”, reforçou.
Inspirado pelas vivências do dia a dia e por referências do rap nacional, com destaque para M.C Cabinda, Rale constrói as suas composições com base na realidade social que o rodeia, mantendo uma identidade marcada pela autenticidade e profundidade lírica.
Atualmente, o músico trabalha de forma independente, sendo responsável pela escrita das suas músicas e parte da produção dos seus beats, recorrendo a estúdios apenas para processos técnicos como captação e masterização.
No que diz respeito à receção do público, o artista afirma que tem sido positiva, com crescente adesão nas plataformas digitais, sobretudo no YouTube e Facebook, onde divulga os seus trabalhos.
Um dos destaques da entrevista foi a apresentação da música “Eu Sou Mais Um”, tema que simboliza a sua caminhada, refletindo sobre esforço, ambição e a vontade de conquistar espaço no panorama musical angolano.
Rall garante que continuará a investir no seu talento e ambiciona alcançar novos patamares, levando a sua música além-fronteiras.
“Quero ir até ao fim do mundo com a música”, concluiu.

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