O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao rejeitar qualquer tentativa de excluir o líder sul-africano, Cyril Ramaphosa, da próxima cúpula do G20.
Falando em Hannover, ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, Lula foi enfático ao afirmar que Ramaphosa “precisa comparecer” ao encontro e não deve ceder a pressões externas. A declaração reforça a posição do Brasil em defesa do multilateralismo e da soberania das nações no cenário internacional.
A controvérsia surge num momento de forte deterioração das relações entre Washington e Pretória. O governo de Trump intensificou críticas à África do Sul, incluindo a expulsão do ex-embaixador Ebrahim Rasool e a suspensão de apoios financeiros ao país africano.
Entre os pontos mais sensíveis está a acusação, por parte de Trump, de um alegado “genocídio branco” contra a minoria afrikaner — uma narrativa amplamente rejeitada pelo governo sul-africano e por diversos analistas internacionais, que a classificam como politicamente motivada.
As tensões aumentaram ainda mais após a África do Sul recorrer ao Tribunal Internacional de Justiça, acusando Israel de genocídio contra os palestinos, posição que entra em choque direto com a política externa dos Estados Unidos.
O episódio evidencia um cenário de crescente polarização global, onde disputas diplomáticas, interesses estratégicos e narrativas políticas se cruzam, colocando à prova o papel das grandes potências e das economias emergentes na condução da ordem internacional.
Fonte: Africanews

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