Zango, Luanda – Durante o programa Espaço Entrevista, transmitido pela Rádio Zango 8000, os coordenadores dos quarteirões A e B da Centralidade do Zango 5 partilharam as principais preocupações dos moradores, numa antevisão da reunião de auscultação marcada para sábado, que vai reunir representantes de vários quarteirões.
A conversa contou com a participação de Dinis Adão Paulo António, coordenador do Bloco A, e Maria Feijó, coordenadora do Bloco B, em ligação via WhatsApp, sob condução do apresentador Chacuiza dos Santos Moachingenja.
Falta de iluminação e furtos preocupam moradores
Entre os problemas mais graves apontados está a falta de iluminação pública, especialmente no Bloco B, onde, segundo a coordenação, cerca de 90% do quarteirão encontra-se às escuras, o que tem contribuído para o aumento de furtos em residências e viaturas.
No Bloco A, os moradores também enfrentam roubo de viaturas, subtração de peças automóveis, além de dificuldades relacionadas ao saneamento básico e à iluminação pública. Os coordenadores afirmam que muitos destes problemas dependem da intervenção das entidades responsáveis pela gestão da centralidade.
Relação com a polícia é considerada positiva, mas insuficiente
Os representantes comunitários reconheceram uma boa relação com a esquadra policial do Quarteirão V, destacando o papel do comandante local no diálogo com as comissões de moradores. No entanto, alertaram para a escassez de efetivos policiais e a grande distância entre os quarteirões, o que dificulta uma resposta rápida às ocorrências.
Outro ponto sensível levantado foi a falta de hábito de denúncia por parte de alguns moradores, o que, segundo os coordenadores, fragiliza o combate à criminalidade.
Comissões de moradores enfrentam falta de colaboração
A entrevista revelou também os desafios internos enfrentados pelas Comissões de Moradores, que funcionam de forma voluntária e dependem da contribuição financeira dos moradores para resolver pequenos problemas locais.
De acordo com os coordenadores, existe resistência ao pagamento de cotas, mesmo quando os valores são simbólicos, o que limita a capacidade de intervenção da comunidade em questões básicas, como manutenção de espaços comuns, iluminação ou limpeza.
Síndicos abandonam funções por falta de apoio
Outro problema apontado foi o enfraquecimento da figura dos síndicos de prédios e vivendas. Muitos abandonaram as suas funções devido à falta de colaboração dos moradores, conflitos internos e acusações de má gestão financeira.
Os coordenadores lembraram que tanto as comissões de moradores como os síndicos são reconhecidos por legislação angolana, mas enfrentam dificuldades para exercer o seu papel devido à falta de compreensão e participação da comunidade.
Reunião de auscultação busca soluções conjuntas
A reunião de auscultação prevista para sábado pretende reunir os moradores de todos os quarteirões da Centralidade do Zango 5 para ouvir preocupações, apresentar propostas e procurar soluções conjuntas para problemas como segurança, iluminação, saneamento e organização comunitária.
A Rádio Zango 8000, que transmite para Angola e para o mundo através da internet, reafirma o seu compromisso de dar voz às comunidades e promover o diálogo entre moradores e autoridades.
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