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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Saúde em Angola: Queda na Mortalidade Materna e Alerta Contra o Sarampo Marcam o Cenário Nacional

 


POR REDAÇÃO 5 de fevereiro de 2026


O setor da saúde em Angola apresenta um cenário de contrastes neste início de 2026: ao mesmo tempo em que o país celebra avanços históricos na proteção de mães e recém-nascidos, as autoridades sanitárias intensificam o combate a surtos localizados de doenças evitáveis.


Avanço Histórico na Saúde Materno-Infantil

Dados recentes publicados pelas agências das Nações Unidas (OMS e UNICEF) revelam uma trajetória de sucesso nas políticas públicas de saúde em Angola. A taxa de mortalidade materna registrou uma queda acentuada, passando de 239 para 160 mortes por cada 100 mil nados vivos.


Este progresso é atribuído a um conjunto de fatores estratégicos:

Expansão da Rede Sanitária: Aumento do número de unidades de parto humanizado em zonas periféricas.

Formação Especializada: Maior disponibilidade de enfermeiras obstetras e médicos pediatras no interior do país.

Programas de Nutrição: Melhoria na assistência pré-natal e no acompanhamento nutricional de gestantes de alto risco.


Alerta Vermelho: Surto de Sarampo no Sul

Em contrapartida aos avanços na saúde materna, o Ministério da Saúde (MINSA) emitiu um alerta epidemiológico devido ao surgimento de surtos de sarampo em áreas rurais. As províncias da Huíla e do Namibe são, atualmente, as mais afetadas.


As autoridades de saúde identificaram que a mobilidade das populações nómadas e a baixa cobertura vacinal em aldeias remotas facilitaram a propagação do vírus. Em resposta, equipas móveis de vacinação foram enviadas para estas regiões para realizar bloqueios epidemiológicos e imunizar crianças dos 6 meses aos 15 anos.

"A vacinação continua a ser a nossa arma mais eficaz. Não podemos permitir que retrocessos em doenças evitáveis ofusquem os ganhos que tivemos na saúde das nossas mães", afirmou uma fonte da Direção Nacional de Saúde Pública.

 

Próximos Passos

O Governo angolano prevê, para o segundo trimestre de 2026, a implementação de novas tecnologias de monitorização de dados de saúde em tempo real, visando antecipar surtos antes que se tornem crises regionais.



FONTES

Angop (Agência Angola Press)

Relatórios ONU/OMS Angola (Edição Janeiro/Fevereiro 2026)

Ministério da Saúde de Angola (Boletim Epidemiológico Semanal)

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