Lisboa, 15 de janeiro de 2026 — A poucos dias das eleições presidenciais em Portugal, marcadas para 18 de janeiro, as sondagens mais recentes revelam um cenário de forte equilíbrio entre os principais candidatos, sem qualquer favorito destacado. Os dados apontam para uma probabilidade muito elevada de segunda volta, algo que não acontece desde 1986.
Segundo a mais recente sondagem do CESOP – Universidade Católica Portuguesa, realizada para a RTP, Antena 1 e Público, o eleitorado encontra-se dividido entre vários nomes com percentagens muito próximas:
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André Ventura (Chega) — cerca de 24% das intenções de voto
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António José Seguro (PS) — aproximadamente 23%
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João Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal) — cerca de 19%
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Henrique Gouveia e Melo — perto de 14%
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Luís Marques Mendes — também em torno de 14%
A sondagem indica ainda uma percentagem significativa de indecisos, o que pode influenciar o resultado nos últimos dias de campanha.
Nenhum dos candidatos ultrapassa os 50% necessários para vencer à primeira volta, o que torna quase inevitável uma segunda volta, prevista para 8 de fevereiro de 2026, entre os dois mais votados.
Análises publicadas pela imprensa internacional e nacional descrevem esta eleição como uma das mais imprevisíveis das últimas décadas, marcada pela fragmentação política e pelo desgaste dos partidos tradicionais.
Outros estudos e sondagens diárias confirmam o cenário de empate técnico, com oscilações pequenas dentro da margem de erro. Especialistas alertam que variações mínimas podem alterar quem passa à segunda volta, tornando decisivos os últimos dias de campanha e a taxa de participação eleitoral.
Politólogos e especialistas em opinião pública sublinham que as sondagens representam apenas uma fotografia do momento e não garantem o resultado. Em eleições muito disputadas, fatores como debates, declarações de última hora e mobilização do eleitorado podem ser determinantes.
Embora o Presidente da República em Portugal tenha um papel maioritariamente institucional, o cargo possui poderes relevantes, como a dissolução do Parlamento, veto de leis e nomeação do Primeiro-Ministro, o que reforça a importância do voto num contexto político instável.
18 de janeiro de 2026 — Primeira volta das eleições presidenciais
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8 de fevereiro de 2026 — Segunda volta (se necessária)
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