O estúdio da Rádio Zango 8000 recebeu um dos nomes emergentes da música romântica angolana: Noé Famar. Numa entrevista profunda e cheia de emoção conduzida por Chakuisa dos Santos Muachinguenji o artista falou sobre a sua trajetória, desafios, identidade musical e os seus grandes sonhos para o futuro.
Com quatro anos de carreira, Famar vem construindo o seu caminho longe dos holofotes fáceis, apostando na técnica vocal, na conexão com a música e na autenticidade artística. O seu nome artístico, “Famar”, surgiu de uma brincadeira, mas acabou por ganhar significado e identidade própria.
“Eu escolhi o nome porque gostei do som, depois fui ver o significado, mas continuei porque já era parte de mim”, contou o artista.
A paixão de Noé Famar pela música começou ainda na juventude, inspirado por artistas brasileiros do sertanejo romântico, como Leonardo e Eduardo Costa. Mais tarde, passou pelo trap, experimentou outros estilos e acabou a encontrar o seu verdadeiro espaço no Guetto Zouk romântico, onde hoje se sente plenamente conectado.
Segundo Famar, a sua música nasce sempre da melodia:
“Eu começo pela melodia. Depois dela é que surgem as palavras, as histórias e as emoções.”
Um dos pontos fortes do artista é a sua voz limpa e a sua técnica vocal apurada. Para ele, o segredo não é apenas cantar bem, mas se conectar com o beat e com a alma da música.
“Quando há conexão com o instrumental, a música flui. A música é alma.”
Questionado sobre comparações com Anderson Mário, Famar reage com maturidade:
“Ele é um monstro da música. Eu respeito muito. Comparações vão sempre existir, mas cada um tem a sua identidade.”
Além de artista, Noé Famar é estudante de Comunicação Social. Ele acredita que a formação é essencial para um artista crescer, comunicar melhor e criar com mais profundidade.
“O estudo vem primeiro. Um artista sem conhecimento limita a sua própria arte.”
Famar reconhece que muitos artistas enfrentam dificuldades ligadas à promoção, visibilidade e valorização.
“O artista só é valorizado quando já está no topo. Antes disso, quase ninguém acredita.”
Ele também fez uma reflexão importante sobre a nova geração, defendendo mais humildade e conexão com os artistas mais velhos:
“Os cotas têm conhecimento. Se não aprendermos com eles, vamos continuar a fazer músicas descartáveis.”
Para 2026, Noé Famar promete novos lançamentos, projetos e uma aposta firme na sua carreira. O seu maior objetivo é internacionalizar a sua música.
Entre os artistas internacionais, o seu grande sonho é colaborar com o nigeriano Rema.
“Estou a trabalhar para isso. Tudo começa com boa música e disciplina.”
O artista convida o público a acompanhar a sua trajetória nas redes sociais e no seu canal oficial:
Noé Famar em todas as plataformas digitais.
No seu bairro, Noé Famar é visto como um orgulho local. A sua música já tocou forte nas ruas e as colaborações, como a feita com Edvânia Cores, marcaram a sua caminhada inicial.
De jovem tímido a artista em ascensão, Noé Famar é hoje um nome que promete marcar a nova geração do Guetto Zouk angolano.
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