Rádio 8000 | Calumbo — Em entrevista concedida à Rádio 8000, integrantes do Comitê Miss Calumbo, acompanhadas pela Primeira e Segunda Damas de Honor, partilharam os bastidores do primeiro concurso municipal, os desafios da organização e os projetos sociais que marcam a nova fase do município do Calumbo, criado há cerca de um ano no âmbito da nova divisão político-administrativa.
Um concurso que nasce com o município
O Miss Calumbo realizou a sua primeira edição em um contexto histórico para a região. Segundo Manuel Correia, Diretor de Comunicação e Imagem do Comitê, o concurso surgiu poucos meses após a elevação do Calumbo à categoria de município, o que implicou desafios organizacionais, prazos curtos e a necessidade de mobilizar parceiros.
“Apesar de estarmos a nível municipal, conseguimos organizar galas com padrão provincial. O feedback foi positivo e isso nos motivou a fazer melhor em 2026”, afirmou.
A gala de apresentação ocorreu a 30 de agosto, enquanto a gala oficial foi realizada a 13 de setembro, marcando o encerramento do primeiro ciclo do concurso.
Preparação, disciplina e superação
A Segunda Dama de Honor, Antónia Normani, revelou que o sonho de ser Miss nasceu cedo e ganhou força com o apoio da família e amigos. A preparação rigorosa — especialmente o treino de passarela — foi apontada como um dos maiores desafios.
“Achava que sabia andar de salto, mas para ser Miss há padrões. Foi uma preparação exigente”, contou.
No dia do evento, a emoção deu lugar à confiança, impulsionada pelo apoio do público e de pessoas próximas.
Da música à moda: novos caminhos
Já a Primeira Dama de Honor, Tatiana Mungo, partilhou um percurso diferente. O sonho inicial era a música, mas a paixão pela moda surgiu com o tempo, a partir da observação de outras Misses e modelos.
“Comecei a acompanhar o mundo da moda, apaixonei-me e decidi tentar. Hoje, sinto-me grata pelo título de Primeira Dama de Honor”, disse.
Apesar das responsabilidades do cargo, Tatiana reconhece que o título trouxe alinhamento, postura e maior consciência do seu papel na sociedade.
Beleza com propósito
Mais do que estética, o Comitê Miss Calumbo assume o compromisso de valorizar a intelectualidade e o impacto social das participantes. Para Manuel Correia, o objetivo central é empoderar talentos locais.
“Não é só trazer uma mulher bonita, mas exaltar a sua capacidade intelectual e o seu contributo para a comunidade.”
As Damas de Honor apresentaram projetos sociais concretos:
Antónia Normani atua na promoção da educação em zonas vulneráveis, com foco em meninas que percorrem longas distâncias para frequentar a escola.
Tatiana Mungo desenvolve ações no combate à fome e na reabilitação de infraestruturas escolares.
Ambas destacam a união entre a Miss eleita e as Damas de Honor como fator-chave para fortalecer as iniciativas.
Desafios e perspetivas para 2026
Entre os principais desafios enfrentados estão as dificuldades no cumprimento de promessas de alguns parceiros, especialmente no quesito prémios. Ainda assim, o Comitê mantém-se confiante.
Para 2026, a prioridade é dar continuidade aos projetos das Misses, ampliar as ações sociais e iniciar a organização da próxima edição com maior antecedência. O Comitê reforça também a abertura para parcerias com artistas locais, meios de comunicação e influenciadores, garantindo maior alcance da informação nos bairros do município.
Um símbolo da nova identidade do Calumbo
O Miss Calumbo afirma-se, assim, como mais do que um concurso de beleza: é uma plataforma cultural e social que reflete a nova identidade do município, promovendo juventude, cidadania e esperança.
Com planos de crescimento e maior integração com o Comitê Miss Icolo e Bengo, a organização acredita que a próxima edição consolidará o evento como referência cultural local.
Reportagem Rádio 8000
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