Luanda, 11 de dezembro de 2025 — Um consórcio liderado pela empresa Corporacion América Airports (CAAP), com a participação da Mota-Engil Engenharia e Construção África, S.A., venceu o concurso público internacional para a exploração, gestão e manutenção do novo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto (AIAAN), situado no município de Bom Jesus, província de Icolo e Bengo, a cerca de 40 km da capital angolana.
Segundo o Ministério dos Transportes de Angola, a proposta do consórcio alcançou 93,25 pontos numa escala de 100, destacando-se pela sua capacidade técnica, solidez financeira e experiência na gestão de infraestruturas aeroportuárias, fatores determinantes para a adjudicação da concessão pelo prazo inicial de 25 anos, com possibilidade de renovação por mais 15 anos.
O governante responsável pelo sector, Ricardo Viegas D’Abreu, sublinhou a importância estratégica desta vitória para o país, considerando o projecto como um marco histórico para o transporte aéreo nacional. O aeroporto, com capacidade anual para 15 milhões de passageiros e 130 mil toneladas de carga, figura como peça central no fortalecimento de Angola como hub aéreo continental, impulsionando o comércio, o turismo e os serviços no mercado interno e na ligação com o mundo.
O AIAAN começou a receber voos de passageiros e carga gradualmente, substituindo progressivamente o antigo Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro como principal porta de entrada e saída do país. A concessão entra agora numa fase de implementação das operações sob a gestão do novo operador internacional, que se prepara para reforçar a eficiência, a conectividade e a experiência de utilizadores e companhias aéreas no serviço oferecido.
Analistas consideram que a entrada de um operador global como a Corporacion América Airports — presente em dezenas de aeroportos em vários países — deve trazer novos investimentos, práticas de gestão eficientes e maior competitividade ao sector aeroportuário de Angola.
Impacto económico e social
A adjudicação do aeroporto está igualmente alinhada com os objectivos nacionais de diversificar a economia, aumentar o fluxo de passageiros internacionais e fortalecer a imagem de Angola no cenário global de aviação, reforçando ainda o potencial do país como destino turístico e centro de negócios na África subsaariana.
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