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| Reprodução/Angop |
A plataforma pan-africana de investimento e gestão de activos Africa50 tem disponíveis dois mil milhões de dólares norte-americanos para financiar projectos de construção de infra-estruturas em Angola. A informação foi avançada sexta-feira, em Luanda, pela directora de operações da instituição, Tshepidi Moremong.
Segundo a responsável, os investimentos deverão privilegiar sectores estratégicos como energia, transportes e tecnologia, considerados fundamentais para transformar Angola num importante centro logístico de ligação entre os países da região, com destaque para a Zâmbia e a República Democrática do Congo.
A instituição pretende trabalhar em parceria com o Governo angolano e o sector privado para identificar oportunidades de investimento e apoiar a concretização de projectos estruturantes no país.
Workshop identifica oportunidades de investimento
A informação foi apresentada durante um workshop sobre investimentos em infra-estruturas em Angola, promovido pelo Ministério das Finanças, em parceria com a Africa50.
O encontro reuniu representantes de instituições públicas e do sector privado, com o objectivo de apresentar projectos prioritários e explorar possibilidades de cooperação entre o Estado angolano e potenciais investidores.
Durante os trabalhos, foram destacadas oportunidades em áreas como:
Outras infra-estruturas estratégicas para o desenvolvimento económico.
A iniciativa procura aproximar investidores de projectos concretos e contribuir para o crescimento sustentável da economia angolana.
O que é a Africa50?
A Africa50 é uma plataforma pan-africana de investimento e gestão de activos em infra-estruturas, criada por governos africanos e pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), com o objectivo de acelerar o financiamento e a concretização de projectos no continente.
Com sede em Casablanca, Marrocos, a instituição actua no desenvolvimento, mitigação de riscos e financiamento de projectos comercialmente viáveis, sobretudo nos sectores da energia, transportes, tecnologias de informação e comunicação, água e saneamento.
Actualmente, o grupo conta com 28 accionistas, incluindo 22 países africanos, o Banco Africano de Desenvolvimento e bancos centrais.
Angola integra a organização desde 2024, após a aprovação parlamentar da adesão e a conclusão do respectivo processo de formalização.
E você, que sectores considera prioritários para receber estes investimentos e impulsionar o desenvolvimento de Angola? Partilhe a sua opinião nos comentários.
Fonte: Angop

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