Sari Sari defende transparência na publicidade política e critica silêncio dos artistas em Angola - Rádio 8000

📢 ANUNCIE NA RÁDIO ZANGO 8000

A sua empresa merece mais visibilidade!

Divulgamos a sua marca através do nosso portal de notícias, rádio online, Facebook, YouTube, TikTok e outras plataformas digitais.

📞 Comercial: +244 925 459 845

📱 WhatsApp: +244 912 483 689

📧 E-mail: radiozango8000@gmail.com

💬 Falar no WhatsApp

NOTÍCIAS

Home Top Ad

 








Post Top Ad
























quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Sari Sari defende transparência na publicidade política e critica silêncio dos artistas em Angola



O artista angolano Sari Sari defendeu que a transparência deve ser um princípio fundamental na relação entre artistas, partidos políticos e marcas, considerando que a divulgação de campanhas remuneradas deve ser acompanhada de uma identificação clara para o público. O posicionamento foi apresentado durante a sua participação no Programa DIA D, espaço de debate político, socioeconómico e de cidadania moderado pelo rapper e activista social MCK.


Durante a conversa, o artista abordou a relação entre a classe artística e os interesses políticos, questionando a falta de clareza sobre os pagamentos recebidos por músicos que participam em actividades de partidos. Na sua perspectiva, um artista contratado para uma campanha deve informar o público de que se trata de uma prestação de serviços remunerada, através de indicações como “publicidade” ou “conteúdo pago”.


Artistas, política e transparência

Sari Sari considera que receber dinheiro para actuar num evento político não deveria, por si só, retirar credibilidade a um artista. Para ele, o problema surge quando não existe transparência sobre a natureza da participação ou quando o músico passa a ser associado exclusivamente a uma determinada força política.


O artista questionou ainda a possibilidade de um músico aceitar actuar para um partido, mas recusar convites de outras formações políticas, levantando dúvidas sobre os critérios que orientam essas decisões.


Na sua intervenção, chamou a atenção para aquilo que considera ser um ambiente de pressão sobre artistas que manifestam posições públicas divergentes. Referiu possíveis consequências profissionais, como a perda de oportunidades comerciais, convites para entrevistas e outras formas de exposição.


O silêncio sobre os salários preocupa o artista

Outro dos pontos abordados foi a falta de abertura para falar sobre remunerações em Angola. Sari Sari partilhou uma experiência pessoal relacionada com a divulgação da sua folha salarial, questionando por que razão existe tanto receio em tornar público aquilo que cada profissional recebe.


Na sua leitura, a ausência de diálogo sobre salários contribui para manter os trabalhadores e profissionais de diferentes sectores numa posição de dependência.


“Enquanto a gente tiver medo de falar sobre salário, nós vamos continuar a ser uma classe dependente”, afirmou.

 

O artista defendeu que a discussão sobre remunerações deve deixar de ser encarada como um assunto proibido, sobretudo quando está em causa a valorização profissional e a capacidade de reivindicar melhores condições.


Sari Sari quer maior participação dos artistas nas causas sociais

Durante o debate, o músico também criticou o que considera ser o afastamento de artistas com grande influência pública em relação aos problemas sociais do país.


Na sua perspectiva, figuras de destaque da música angolana poderiam contribuir de forma mais activa para causas sociais, utilizando a popularidade e a capacidade de mobilização para chamar a atenção para questões que afectam a sociedade.


Sari Sari mencionou nomes como Anselmo Ralph, Matias Damásio, Yola Semedo, Edmázia, Gerilson Insrael e outros artistas, defendendo que um maior envolvimento destas figuras poderia ajudar a acelerar mudanças e promover maior atenção a determinados problemas.


O artista considera que a influência dos músicos não deve limitar-se aos espectáculos e ao sucesso comercial, podendo também ser colocada ao serviço de iniciativas de interesse colectivo.


Individualismo na indústria musical angolana

Na parte final da sua intervenção, Sari Sari apontou o individualismo como um dos obstáculos à união da classe artística. Segundo afirmou, muitos profissionais concentram-se na conquista de bens materiais, reconhecimento individual e posições de destaque, enquanto outros permanecem com poucas oportunidades de crescimento.


O músico descreveu uma indústria marcada por diferentes níveis de influência, na qual alguns artistas concentram maior visibilidade e oportunidades, enquanto outros lutam por espaço.


A participação de Sari Sari no Programa DIA D trouxe para o debate questões relacionadas com transparência, liberdade de posicionamento, remuneração e responsabilidade social dos artistas, temas que continuam a suscitar discussões sobre o papel da cultura na sociedade angolana.


E tu, concordas com Sari Sari? Os artistas angolanos deveriam identificar publicamente quando participam em campanhas políticas remuneradas e envolver-se mais nas causas sociais? Partilha a tua opinião nos comentários.


Assista agora




Sem comentários:

ADS

Pages