O ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, defendeu o reforço do investimento privado como uma das principais vias para acelerar a diversificação da economia angolana, impulsionar a produção nacional e criar mais oportunidades de emprego, sobretudo para a juventude.
A posição foi apresentada durante o painel “Investir em Angola”, integrado no Fórum de Investimento da África Lusófona 2026, realizado na Ilha do Sal, em Cabo Verde. Segundo o Jornal de Angola, o governante destacou a importância de promover um crescimento económico sustentável, capaz de responder aos desafios demográficos e às necessidades de desenvolvimento do país.
Menor dependência do petróleo
Ricardo de Abreu considerou prioritário reduzir a dependência do sector petrolífero, numa altura em que a produção nacional se encontra, segundo os dados referidos pelo ministro, em cerca de metade dos níveis registados em 2014.
A redução da produção petrolífera exerce pressão sobre as receitas fiscais e externas, reforçando a necessidade de encontrar novas fontes de rendimento e aumentar a capacidade produtiva de Angola.
Entre as prioridades apontadas pelo governante estão:
Produção nacional: aumentar a oferta de bens produzidos em Angola e reduzir a dependência das importações.
Agronegócio e alimentação: fortalecer a produção alimentar e avançar para uma maior autossuficiência.
Infra-estruturas: ampliar os investimentos nos transportes, energia, abastecimento de água e tecnologias de informação.
Exportações: criar condições para que os produtos angolanos alcancem mais mercados africanos e internacionais.
Emprego jovem: estimular actividades económicas capazes de gerar postos de trabalho e novas oportunidades de negócio.
Sector privado como parceiro estratégico
O ministro reconheceu que os recursos públicos são limitados e que o Estado, por si só, não consegue financiar todos os projectos necessários à transformação económica do país.
Por isso, defendeu uma participação mais activa das empresas e dos investidores no financiamento e desenvolvimento de infra-estruturas, bem como na expansão dos sectores produtivos.
A estratégia passa também pela mobilização de capital nacional e estrangeiro através da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), com o objectivo de atrair investidores, reforçar a capacidade produtiva e ampliar a presença de Angola nos mercados regionais e globais.
Para Ricardo de Abreu, o desenvolvimento das infra-estruturas deve funcionar como um motor da economia, facilitando a circulação de pessoas e mercadorias, promovendo negócios e aproximando Angola das oportunidades comerciais do continente africano.
O desafio será transformar estas prioridades em investimentos concretos, produção nacional competitiva e empregos sustentáveis. Na sua opinião, o reforço do investimento privado poderá acelerar a diversificação da economia angolana e criar mais oportunidades para os jovens? Partilhe a sua opinião com a Rádio Zango 8000.
Rádio Zango 8000 — A Sintonia Digital
.png)
.png)





Sem comentários:
Enviar um comentário