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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Ricardo de Abreu defende mais investimento privado para diversificar a economia angolana




O ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, defendeu o reforço do investimento privado como uma das principais vias para acelerar a diversificação da economia angolana, impulsionar a produção nacional e criar mais oportunidades de emprego, sobretudo para a juventude.


A posição foi apresentada durante o painel “Investir em Angola”, integrado no Fórum de Investimento da África Lusófona 2026, realizado na Ilha do Sal, em Cabo Verde. Segundo o Jornal de Angola, o governante destacou a importância de promover um crescimento económico sustentável, capaz de responder aos desafios demográficos e às necessidades de desenvolvimento do país.
Menor dependência do petróleo


Ricardo de Abreu considerou prioritário reduzir a dependência do sector petrolífero, numa altura em que a produção nacional se encontra, segundo os dados referidos pelo ministro, em cerca de metade dos níveis registados em 2014.


A redução da produção petrolífera exerce pressão sobre as receitas fiscais e externas, reforçando a necessidade de encontrar novas fontes de rendimento e aumentar a capacidade produtiva de Angola.


Entre as prioridades apontadas pelo governante estão:


Produção nacional: aumentar a oferta de bens produzidos em Angola e reduzir a dependência das importações.


Agronegócio e alimentação: fortalecer a produção alimentar e avançar para uma maior autossuficiência.


Infra-estruturas: ampliar os investimentos nos transportes, energia, abastecimento de água e tecnologias de informação.


Exportações: criar condições para que os produtos angolanos alcancem mais mercados africanos e internacionais.


Emprego jovem: estimular actividades económicas capazes de gerar postos de trabalho e novas oportunidades de negócio.
Sector privado como parceiro estratégico


O ministro reconheceu que os recursos públicos são limitados e que o Estado, por si só, não consegue financiar todos os projectos necessários à transformação económica do país.


Por isso, defendeu uma participação mais activa das empresas e dos investidores no financiamento e desenvolvimento de infra-estruturas, bem como na expansão dos sectores produtivos.


A estratégia passa também pela mobilização de capital nacional e estrangeiro através da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), com o objectivo de atrair investidores, reforçar a capacidade produtiva e ampliar a presença de Angola nos mercados regionais e globais.


Para Ricardo de Abreu, o desenvolvimento das infra-estruturas deve funcionar como um motor da economia, facilitando a circulação de pessoas e mercadorias, promovendo negócios e aproximando Angola das oportunidades comerciais do continente africano.


O desafio será transformar estas prioridades em investimentos concretos, produção nacional competitiva e empregos sustentáveis. Na sua opinião, o reforço do investimento privado poderá acelerar a diversificação da economia angolana e criar mais oportunidades para os jovens? Partilhe a sua opinião com a Rádio Zango 8000.


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