O presidente e CEO da Recording Industry Association of America (RIAA), Mitch Glazier, defende que a indústria musical precisa de maior protecção contra o uso não autorizado de inteligência artificial e acredita que uma nova legislação pode avançar ainda este ano.
Em entrevista à Billboard, Glazier afirmou que o projecto NO FAKES Act tem apoio de diferentes sectores e de parlamentares republicanos e democratas, apesar dos obstáculos que ainda impedem a sua aprovação.
A proposta pretende combater a criação de réplicas digitais realistas da voz ou imagem de uma pessoa sem o seu consentimento, especialmente através de ferramentas de inteligência artificial.
Para o dirigente da RIAA, a questão dos direitos musicais ultrapassa as divisões partidárias. Segundo Glazier, tanto republicanos como democratas demonstram interesse em proteger os direitos dos artistas e trabalhadores da indústria.
O projecto conta ainda com o apoio de diferentes organizações e empresas ligadas à música, cinema e tecnologia, incluindo sindicatos de artistas, plataformas digitais e empresas de inteligência artificial.
Glazier reconhece que a aprovação tem sido demorada, principalmente devido à necessidade de construir uma ampla coligação em torno da proposta.
Mesmo com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos próximas, o responsável mantém a expectativa de que o NO FAKES Act possa avançar durante o período conhecido como lame duck, antes do início do próximo Congresso.
Será que uma lei como esta poderá ajudar a proteger os artistas contra o uso indevido da inteligência artificial? Dê a sua opinião nas redes sociais da Rádio Zango 8000.
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