Os países do Golfo estão a reforçar a vigilância perante os receios de uma possível retoma da guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, num contexto de aumento da presença militar norte-americana e de ameaças de retaliação por parte de Teerão.
Segundo a Euronews, a tensão está relacionada com a possibilidade de novos ataques contra o Irão, numa altura marcada pela proximidade das eleições em Israel e das eleições intercalares nos Estados Unidos.
O Departamento de Estado norte-americano ordenou a saída de funcionários governamentais não essenciais e dos seus familiares da Arábia Saudita, justificando a decisão com o risco de as hostilidades se agravarem rapidamente. O porta-voz Tommy Pigott esclareceu que a ordem se aplica apenas àquele país, contrariando notícias sobre medidas semelhantes noutras nações da região.
Entretanto, Washington reforçou a sua presença militar na região, com o envio de meios navais e milhares de militares. De acordo com informações divulgadas pela comunicação social norte-americana, os Estados Unidos e Israel estão a preparar opções para eventuais novos ataques ao Irão, possivelmente após as eleições intercalares norte-americanas, marcadas para 3 de Novembro. A preparação de planos, contudo, não significa que uma decisão de ataque tenha sido tomada.
O Irão, por sua vez, ameaça responder a novos ataques contra o seu território, incluindo com acções contra interesses norte-americanos e infra-estruturas na região. Responsáveis iranianos afirmam que as forças do país estão preparadas para diferentes cenários de confronto.
A tensão estende-se também ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo. Segundo relatos divulgados esta quinta-feira, sete petroleiros foram atingidos ou sofreram danos na zona, aumentando as preocupações com a segurança da navegação e o abastecimento energético internacional.
Perante o risco de uma escalada, o Presidente francês, Emmanuel Macron, apelou à extrema prudência durante a visita ao Qatar, defendendo a intensificação dos esforços diplomáticos para evitar o regresso a um conflito de maiores dimensões.
O Qatar e o Paquistão continuam a desempenhar um papel nos contactos indirectos entre Washington e Teerão, numa tentativa de encontrar uma saída diplomática para a crise.
Uma nova guerra em larga escala poderá agravar os riscos para os civis e provocar perturbações no fornecimento mundial de petróleo, gás natural e outros produtos, com possíveis consequências para os preços da energia e para a economia global.
Na sua opinião, a diplomacia ainda poderá evitar uma nova escalada militar no Médio Oriente? Partilhe o seu comentário.
Fonte: Euronews, com informações complementares de meios de comunicação internacionais.
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