Uma das maiores tragédias a atingir a comunidade portuguesa no estrangeiro nas últimas décadas deixou, até ao momento, 89 cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos na sequência dos devastadores sismos que atingiram a Venezuela. As autoridades portuguesas confirmaram ainda que 60 pessoas permanecem desaparecidas, enquanto as equipas de resgate prosseguem as buscas entre os escombros.
O balanço foi divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, que acompanha de perto a situação através da embaixada e dos serviços consulares. Entre as vítimas mortais confirmadas, a maioria possuía dupla nacionalidade portuguesa e venezuelana.
As autoridades informaram que, dos 89 mortos, 77 tinham também nacionalidade venezuelana. O levantamento preliminar indica ainda que as vítimas incluem 17 crianças e 72 adultos, refletindo a dimensão humana da catástrofe.
As operações de busca e salvamento continuam em várias regiões afetadas pelos sismos, onde centenas de edifícios sofreram colapsos ou danos estruturais graves. Equipas de emergência trabalham de forma ininterrupta para localizar sobreviventes e recuperar corpos.
O Governo português manifestou solidariedade às famílias enlutadas e assegurou que continuará a prestar apoio consular aos cidadãos afetados. Também apelou à comunidade portuguesa para acompanhar as informações oficiais e manter contacto com as autoridades diplomáticas sempre que necessário.
A comunidade portuguesa na Venezuela, uma das maiores da América Latina, enfrenta agora um período de profunda dor e incerteza, enquanto prosseguem as operações de socorro e aumenta a expectativa por novas informações sobre os desaparecidos.

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