Uíge Regista Primeiro Caso Confirmado De Varíola Dos Macacos E Coloca Zaire Em Estado De Alerta - Rádio 8000

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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Uíge Regista Primeiro Caso Confirmado De Varíola Dos Macacos E Coloca Zaire Em Estado De Alerta



A confirmação do primeiro caso de varíola dos macacos na província do Uíge voltou a acender o alerta sanitário em Angola e mobilizou as autoridades de saúde na região norte do país. Além do caso já confirmado, existem ainda três casos suspeitos sob investigação laboratorial, enquanto a vizinha província do Zaire reforça medidas de prevenção para evitar a propagação da doença.


Segundo informações do Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS), a doença, oficialmente designada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como mpox, levou as autoridades sanitárias a intensificarem campanhas de vacinação e sensibilização comunitária, sobretudo entre profissionais de saúde e grupos considerados mais expostos.


De acordo com a informação divulgada, o Uíge já dispõe de uma campanha de vacinação destinada a efectivos das Forças Armadas, Polícia de Guarda Fronteira, Serviço de Migração e Estrangeiros, bem como profissionais da saúde que actuam em zonas de maior risco.


As autoridades recomendam à população a adopção rigorosa de medidas preventivas, entre as quais a lavagem frequente das mãos com água e sabão, uso de desinfectantes à base de álcool, evitar contacto com pessoas que apresentem sintomas suspeitos e não consumir carne de animais selvagens, particularmente macacos, roedores e esquilos.


Entre os principais sintomas da doença estão febre, dores musculares, cansaço extremo, dores de cabeça intensas, aumento dos gânglios linfáticos e lesões cutâneas que evoluem para bolhas e crostas.


O Ministério da Saúde alerta ainda que qualquer cidadão com sinais compatíveis com a doença deve procurar imediatamente uma unidade sanitária para avaliação médica e acompanhamento adequado.


A mpox pode ser transmitida através do contacto físico directo com pessoas infectadas, fluidos corporais, objectos contaminados e animais portadores do vírus.


Fonte: Novo Jornal, com dados do Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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