Rapper angolano Hostil completa 41 anos e reflete sobre a vida e a sua trajetória no Hip Hop - Rádio 8000

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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Rapper angolano Hostil completa 41 anos e reflete sobre a vida e a sua trajetória no Hip Hop


 O rapper angolano Hostil, nome artístico de Bernardo Fortunato, completou nesta terça-feira (6) 41 anos de idade, atualmente a residir nos Estados Unidos da América. O artista assinalou a data com uma mensagem de reflexão publicada nas suas redes sociais, onde destacou a passagem do tempo e o significado de celebrar mais um ano de vida.


“Fazer anos dá sempre uma sensação agridoce. Se por um lado é uma volta ao sol, é na mesma proporção um lembrete de que estamos a caminhar em direção ao óbvio. Ainda assim, agradeço a mim por cuidar de mim e por me permitir viver o máximo de tempo nesta curta passagem pela Terra”, escreveu o artista.


Hostil acrescentou ainda que cada ano representa uma experiência diferente, sublinhando o momento atual como particularmente marcante: “Todos os anos são diferentes, mas este tem sido um diferente Pro Max”, concluiu.


Nascido a 6 de maio de 1985, em Luanda, filho de Orlando Fortunato e Domingas António, Hostil iniciou o seu contacto com o Rap ainda na infância, aos 9 anos de idade, em 1994. O primeiro contacto com o género aconteceu através da música “Doggy Dogg World”, de Snoop Dogg, ouvida numa cassete levada para casa pelo seu irmão mais velho, Isidro Fortunato, também conhecido como Xtygmaz.


No ano seguinte, o artista teve contacto com o álbum “Quebra-Cabeças”, do brasileiro Gabriel Pensador, experiência que reforçou o seu interesse pelo Rap. Com a ascensão dos SSP em Angola, o seu envolvimento com a cultura Hip Hop intensificou-se, passando a consumir sobretudo Rap norte-americano, onde desenvolveu admiração pela Bad Boy Records e pelo rapper Ma$e, o que também despertou o interesse pelo aprendizado da língua inglesa.


Durante a adolescência, aprofundou o seu conhecimento musical através do programa FM Expresso, da frequência 96.5, onde passou a gravar músicas em cassetes, chegando a reunir uma coleção de cerca de 500 fitas magnéticas.


No início dos anos 2000, Hostil começou a desenvolver o seu lado lírico e aproximou-se do rapper Naice Zulu, então já ativo na cena musical. Foi neste período que teve contacto mais profundo com o Rap Underground angolano, conhecendo nomes como Raf Tag, DeneXL, Máscara Negra, Aluno Mestre, Keita Mayanda, MCK e Bob Da Rage Sense.


Posteriormente, ligado ao estúdio X10 e ao movimento Fusão Revolucionária, iniciou a sua trajetória em estúdio, formando com Sun Wen o grupo Milícia Subterrestre. Em 2004, participou na coletânea da X10 Records com a faixa “Nobre Missão”, colaboração que contou com Bomba Street e que recebeu boa aceitação no meio Hip Hop da época.


Em 2006, integrou projetos como Acrosofia e mais tarde o coletivo Alkimiztaz, com o qual lançou o álbum “Reasons em Cadeia”. Ao longo dos anos seguintes, participou em vários projetos, incluindo a dupla Analógicos, ao lado de Vírus, com lançamentos como “Efeitos Especiais” e “Planeta Analógico”.


Já na década de 2010, Hostil consolidou a sua carreira com projetos a solo e colaborações, como “Rima Perfeita”, “A 8ª Maravilha” e “Trilogia”, além de trabalhos com Mono Stereo, DH e Sun Wen. Em 2020, lançou o álbum “Palavra de Honra” e, em 2022, o projeto “Mesa para Dois”, em parceria com o rapper Marcial.


Com mais de duas décadas de percurso, Hostil afirma-se como uma das figuras do movimento Hip Hop underground angolano, acumulando uma vasta experiência artística. Atualmente residente nos Estados Unidos da América, o artista considera ter maturidade suficiente para analisar e comentar a evolução do Rap e da cultura Hip Hop em Angola.

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