A ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta, reuniu-se esta segunda-feira, em Genebra, com a representante da UNICEF, Olga Foxtrot, para reforçar a cooperação estratégica no âmbito do Programa Nacional de Vacinação, numa altura em que o Governo angolano aumenta o investimento na imunização, combate à mortalidade neonatal e expansão dos serviços de saúde comunitária, visando garantir maior cobertura vacinal e reduzir o número de crianças sem acesso às vacinas em todo o país.
O encontro decorreu à margem de actividades internacionais ligadas ao sector da saúde e serviu para consolidar parcerias destinadas ao fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde, com destaque para as áreas de imunização, saúde neonatal e nutrição.
De acordo com uma nota de imprensa citada pelo Jornal de Angola, Sílvia Lutucuta destacou os avanços alcançados por Angola nos últimos anos, sublinhando que a transição do país de baixa para média renda permitiu aumentar significativamente os investimentos no sector da saúde.
A governante afirmou que a recente aprovação da Estratégia Nacional de Imunização representa um passo importante para garantir maior eficiência no Programa Nacional de Vacinação. “O nosso objectivo é garantir que nenhuma criança fique sem vacinas e que todas tenham acesso a cuidados de qualidade”, frisou.
Durante a reunião, a ministra revelou igualmente que o Executivo reforçou o orçamento destinado à imunização para o ano de 2026 e estabeleceu novas parcerias com o Banco Mundial, medida que deverá permitir o aumento da cobertura vacinal já a partir de 2027.
Entre os principais desafios identificados pelas autoridades sanitárias continuam a constar a redução da mortalidade neonatal e o fortalecimento dos serviços comunitários de saúde, considerados pilares fundamentais para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.
Dados apresentados durante o encontro indicam que Angola registou uma redução da mortalidade neonatal, passando de 24 para 16 óbitos por cada mil nascimentos vivos desde 2015. Apesar dos progressos, o Governo reconhece a necessidade de diminuir as desigualdades entre as zonas urbanas e rurais no acesso aos cuidados médicos.
Neste contexto, Sílvia Lutucuta defendeu a necessidade de reforçar a formação contínua dos trabalhadores comunitários de saúde, profissionais que desempenham um papel fundamental nas comunidades, sobretudo em áreas de difícil acesso.
O programa de capacitação, com duração de três meses, contará com o apoio técnico e financeiro da UNICEF, do Banco Mundial e de outras agências internacionais, visando a institucionalização destes profissionais e a expansão das suas actividades no território nacional.
Outro ponto abordado durante o encontro foi a expansão da cadeia de frio para conservação de vacinas, incluindo a implementação de sistemas movidos a energia solar em comunidades rurais, solução considerada essencial para assegurar a qualidade e eficácia dos imunizantes.
Por sua vez, Olga Foxtrot reafirmou o compromisso da UNICEF em continuar a apoiar Angola através da mobilização de recursos, assistência técnica e partilha de experiência internacional.
A representante da agência das Nações Unidas destacou ainda que a recente transferência estratégica do escritório regional da UNICEF para Nairobi permitirá maior proximidade com a realidade africana e uma resposta mais eficaz às necessidades dos países da região.
Segundo Olga Foxtrot, a cooperação entre Angola e a UNICEF já produziu resultados importantes, como a introdução da vacina contra o HPV, o reforço da cadeia de frio com energia solar em zonas rurais e o aumento da previsibilidade financeira para evitar interrupções nos programas de vacinação.

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