No comentário, o artista reconheceu falhas coletivas, incluindo a sua própria, ao admitir que muitos profissionais não se mobilizam para apoiar colegas em dificuldades enquanto ainda estão vivos.
“Na hora de ajudar… muitos colegas, inclusive eu, não nos preocupamos em ajudar. Com motivos ou sem motivos, simplesmente não ajudamos”, escreveu.
O cantor foi mais além ao afirmar que a responsabilidade não recai apenas sobre os artistas, apontando também para o papel de instituições públicas ligadas à cultura. Segundo o próprio, a tendência tem sido lamentar perdas em vez de agir preventivamente.
Nurio Back destacou ainda que existem vários artistas e profissionais do meio cultural a enfrentar situações difíceis, sem o devido apoio por parte da classe, defendendo uma mudança urgente de mentalidade.
“Acredito que temos que parar com esse paradigma de só lamentar depois da partida. Vamos ter uma mentalidade de ajudar enquanto o pessoal está em vida”, apelou.
A morte de Salu B volta, assim, a trazer à tona o debate sobre as condições de vida dos artistas angolanos e o nível de solidariedade existente dentro da própria indústria.

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