A retirada dos contentores de lixo pela empresa ELISAL na centralidade do Zango 8000, no município do Calumbo, província de Icolo e Bengo, continua a gerar preocupação entre os moradores, que há cerca de 3 semanas enfrentam dificuldades na gestão de resíduos, com acumulação de lixo ao ar livre e riscos à saúde pública.
Desde então, a população passou a depositar resíduos no chão, situação agravada pelas chuvas que se fazem sentir na região.
Moradores ouvidos pela Rádio Zango 8000 descrevem um cenário preocupante.
“Já são cerca de três semanas. O lixo acumula-se no chão e torna tudo muito complicado”, relatou um residente.
O professor Guilherme Nzola Nzambi, morador do quarteirão B, aponta a falta de comunicação como um dos principais problemas.
“Infelizmente, já estamos habituados a este tipo de situações. Não há aviso prévio. Cabe à administração dar explicações à população.”
O docente alerta ainda para os riscos sanitários, sobretudo em período chuvoso.
“Com as chuvas, o lixo espalha-se facilmente e pode provocar doenças como cólera e outras infeções diarreicas. É um risco real para todos.”
Em resposta, o director municipal do Ambiente e Saneamento Básico, Pedro Pinheiro, esclareceu que a retirada dos contentores resulta do término do contrato com a empresa ELISAL, anteriormente responsável pela recolha de resíduos.
Entretanto, moradores dizem que a ausência de soluções imediatas tem impacto direto no quotidiano.
“É muito feio vermos o lixo no chão, principalmente numa via principal. Isso pode trazer doenças”, afirmou Moisés, trabalhador de uma loja local.
A comissão de moradores garante que o caso já foi encaminhado às autoridades, aguardando-se um posicionamento do Governo Provincial do Icolo e Bengo.
No mesmo município do Calumbo, a empresa OGClean prepara a implementação de um sistema de recolha de lixo porta a porta no bairro Luanda Limpa, no Zango 4 B, como parte de um conjunto de medidas para melhorar o saneamento básico.
A iniciativa surge num contexto em que várias zonas do Zango enfrentam dificuldades na gestão de resíduos, reforçando a necessidade de soluções estruturais.
Segundo a empresa, a ação inclui campanhas de sensibilização para incentivar a separação e o tratamento adequado do lixo doméstico.
A situação evidencia fragilidades na gestão de resíduos sólidos no município do Calumbo, onde a transição entre operadores e a falta de comunicação têm impacto direto na vida das populações.
Enquanto alternativas como a implementação de ecopontos são analisadas, moradores defendem maior planeamento e responsabilidade por parte das autoridades.
“Administrar é prever, organizar e evitar que os problemas aconteçam”, afirmou um dos residentes.

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