Por: Redação 8000
A retirada dos contentores de lixo pela empresa ELISAL está a gerar preocupação entre os moradores da centralidade do Zango 8000, na província do Icolo e Bengo, onde, desde domingo, a população passou a depositar resíduos ao ar livre, levantando sérios riscos à saúde pública e ao ambiente.
Moradores ouvidos pela Rádio Zango 8000 manifestaram insatisfação e apelaram à rápida intervenção das autoridades competentes.
O cidão Moises, trabalhador de uma loja local, lamenta o cenário atual e destaca o impacto visual e sanitário da situação:
“É muito feio vermos o lixo no chão, principalmente numa via principal, por onde passam muitas pessoas. Além disso, temos residências aqui perto e isso pode trazer bactérias e doenças.”
Já o cidadão Venâncio morador do quarteirão C,reforça que a ausência dos contentores tem dificultado a gestão dos resíduos no dia a dia:
Por sua vez, o professor Guilherme NZola Nzambi morador do quarteirao B,vai mais além e chama atenção para a falta de comunicação por parte das entidades responsáveis:
O docente alerta ainda para os perigos acrescidos nesta época chuvosa:
Em resposta à preocupação dos moradores, o Director Municipal do Ambiente e Saneamento Básico, Pedro Pinheiro, esclareceu que a retirada dos contentores está relacionada ao término do contrato com a empresa ELISAL, responsável pela recolha de resíduos na província de Luanda.
Também tentamos entrar em contacto com a Empresa ELISAL, atenderam-nos o telefone, pediram-nos 10 minutos, mas já não voltaram a ligar para a nossa redação.
Segundo informações avançadas pelo Presidente da Comissão de Moradores, Melkesedek Correia João, o assunto já foi encaminhado às autoridades competentes:
Entre as alternativas em análise está a implementação de ecopontos, uma solução que pode contribuir para a organização e tratamento adequado dos resíduos. No entanto, há dúvidas quanto à adaptação da medida à realidade local e ao nível de sensibilização da população.
Os moradores pedem mais responsabilidade e antecipação por parte das autoridades. Para eles, a gestão eficiente do saneamento básico passa não apenas por soluções emergências, mas por planeamento e comunicação eficaz.
Enquanto isso, o lixo continua a acumular-se nas ruas, aumentando o risco de doenças e prejudicando a qualidade de vida na comunidade.

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