Cape Town (África do Sul) Com o mundo cada vez mais dependente de minerais estratégicos para a transição energética, África surge no centro da nova corrida global e assume que só com parcerias fortes será possível converter esse potencial em desenvolvimento real.
A conclusão dominou os debates do African Mining Indaba 2026, que reuniu líderes do sector mineiro internacional.
O evento, realizado em Cape Town, decorreu sob o lema “Stronger Together: Progress Through Partnerships”, reforçando a necessidade de uma actuação conjunta entre governos, investidores, empresas e comunidades para enfrentar os desafios do sector.
A informação foi avançada ao nosso órgão pelo Standard Bank, que participou activamente no encontro e destacou o papel estratégico da banca no apoio a projectos mineiros sustentáveis em África.
Continente no centro da nova economia global
Segundo o banco, a procura crescente por minerais como cobre, cobalto e lítio coloca África numa posição privilegiada nas cadeias globais de abastecimento, sobretudo num contexto de transição energética e digital.
No entanto, a instituição alerta que o verdadeiro desafio passa por garantir que esta riqueza natural se traduza em benefícios concretos para as economias africanas, através de políticas eficazes, investimento responsável e desenvolvimento de cadeias de valor locais.
Especialistas destacam oportunidades e desafios
Durante o Indaba, especialistas de diferentes países africanos partilharam experiências e perspectivas sobre o futuro do sector. Entre os participantes estiveram Lorraine Mac-Pods (Stanbic Bank Ghana), Tania Mandaza (Stanbic Bank Zimbabwe), Celia Katende (Standard Bank RDC), bem como Malikana Mubita e Mwindwa Siakalima (Stanbic Bank Zambia).
As intervenções centraram-se em temas como a mineração sustentável, o papel da República Democrática do Congo no fornecimento global de minerais críticos e as oportunidades emergentes em mercados como a Zâmbia.
Parcerias como base do futuro
Para o Standard Bank, o African Mining Indaba 2026 reforçou uma ideia central: o futuro da mineração africana dependerá da capacidade de colaboração entre os diferentes actores do ecossistema.
A instituição defende que o reforço de parcerias estratégicas será determinante para impulsionar investimentos, fortalecer cadeias de abastecimento e garantir um crescimento económico sustentável e inclusivo no continente.
Fonte: Standard Bank

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