São Paulo, Brasil
O renomado grupo brasileiro de hip-hop Quadrilha Formada MCs foi o grande destaque da edição desta semana do programa Boa Noite, Icolo e Bengo, transmitido ao vivo pela Rádio 8000. Em entrevista exclusiva, os rappers contaram sua trajetória, desafios, mudanças no cenário musical e o regresso à carreira artística.
Formado no início dos anos 2000 no interior de São Paulo, o grupo nasceu da união de amigos inspirados por ícones do rap como Racionais MC’s e Facção Central. Em conversa com os ouvintes, os fundadores Marquinhos Hennessy e W. Rick explicaram que o nome Quadrilha Formada surgiu de forma inusitada, após uma abordagem policial, quando os agentes perguntaram onde estava essa “quadrilha formada”. A partir desse episódio, o nome foi adotado e ressignificado pelos membros.
Embora à primeira vista o termo pudesse sugerir marginalização, o grupo sempre enfatizou que sua “quadrilha” representa união, família e propósito positivo.
Uma das presenças mais marcantes no grupo é a de Bia MC, que conta sua própria história: sem convite formal, “me convidei” para integrar o coletivo. Irmã de Marquinhos, ela falou sobre os desafios e a responsabilidade de ser a única mulher em um grupo predominantemente masculino, especialmente há mais de 20 anos, quando poucas mulheres eram reconhecidas no movimento hip-hop.
Hoje, Bia celebra o crescimento da participação feminina no rap e espera inspirar outras mulheres a seguir o mesmo caminho.
Depois de um período ativo no início da carreira, os integrantes precisaram se afastar por motivos pessoais e familiares, ficando quase 20 anos sem atividade artística oficial — embora nunca tenham deixado de manter a amizade e a paixão pela música.
O reencontro recente, segundo o grupo, foi mais do que um retorno profissional: foi um resgate de laços afetivos e criativos. Com o retorno oficial em 2025, a Quadrilha Formada está novamente produzindo músicas e participando de eventos, incluindo podcasts importantes no cenário de hip-hop.
Os artistas destacaram como a internet e as plataformas digitais mudaram o jogo. Se antes era necessário vender CDs, fazer shows e investir recursos próprios para produzir um disco físico, hoje a presença em podcasts, redes sociais e streaming amplia exponencialmente o alcance da música — conectando o grupo com públicos no Brasil, Angola, Moçambique e além.
Com planos de lançar novas músicas e releituras de composições antigas, o grupo busca atingir tanto fãs antigos quanto novos ouvintes. Apesar das décadas de distância, muitas letras continuam pertinentes, refletindo realidades sociais que, segundo os rappers, persistem até hoje.
O programa terminou com a confirmação de que a Rádio 8000 tocará três faixas da Quadrilha Formada em sequência, celebrando o reencontro entre artistas e audiência.
Clica para ouvir a entrevista :
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