O Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF) confirmou a intenção de paralisar as atividades letivas a partir de 15 de janeiro de 2026, caso não sejam atendidas as principais reivindicações apresentadas ao Executivo. A decisão foi tornada pública após reunião dos órgãos representativos da classe, que consideram “insustentáveis” as atuais condições de trabalho no setor da educação.
Segundo o sindicato, os profissionais exigem melhores condições laborais, valorização salarial, revisão do estatuto da carreira docente e maior financiamento para o sistema educativo nacional. Entre os pontos destacados estão também a necessidade de reabilitação de infraestruturas escolares, fornecimento de materiais didáticos adequados e redução do número de alunos por turma.
De acordo com o comunicado, o sindicato afirma que mantém aberta a via do diálogo, mas alerta que a paralisação será mantida caso não haja um acordo concreto até a data estabelecida. “Os professores não reivindicam privilégios, mas condições mínimas que garantam ensino de qualidade aos alunos”, destaca a nota.
Por sua vez, representantes do Ministério da Educação manifestaram disposição para negociações contínuas, defendendo que parte das preocupações já está contemplada nas medidas previstas para o Orçamento Geral do Estado 2026, sobretudo no que diz respeito à formação de professores e melhoria das infraestruturas. As conversações entre as partes devem prosseguir nos próximos dias.
Caso a paralisação seja efetivada, milhares de alunos em todo o país poderão ser afetados, com impacto direto no calendário escolar. Associações de pais e encarregados de educação acompanham o processo com preocupação, apelando para uma solução consensual que preserve o direito à educação e a dignidade da classe docente.
Enquanto isso, o SINPROF reforça que a mobilização dos professores continua e que a categoria permanece unida em torno das reivindicações apresentadas.
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