Teerão, 14 de janeiro de 2026 – O Irão vive uma das mais graves crises políticas e sociais dos últimos anos, marcada por protestos em massa, repressão violenta das forças de segurança e crescente pressão internacional. As manifestações, iniciadas no final de dezembro de 2025, espalharam-se por várias cidades do país e refletem um profundo descontentamento popular com a situação económica e política.
Os protestos começaram motivados pelo aumento do custo de vida, inflação elevada e desvalorização da moeda nacional, mas rapidamente evoluíram para reivindicações mais amplas, incluindo pedidos de reformas políticas e responsabilização da liderança iraniana.
Repressão e vítimas
Segundo a organização de direitos humanos HRANA, sediada nos Estados Unidos, mais de 2.500 pessoas morreram desde o início das manifestações, na sequência da repressão levada a cabo pelas forças de segurança iranianas. Milhares de manifestantes foram detidos, muitos deles sem acusações formais.
Relatos de hospitais e organizações humanitárias indicam ainda um elevado número de feridos, o que tem reforçado as acusações de uso excessivo da força contra civis durante as manifestações.
Cortes de ‘internet’ e controlo da informação
Para conter a mobilização popular e limitar a circulação de informações, o governo iraniano impôs restrições severas ao acesso à ‘internet’ e às redes sociais, dificultando a comunicação entre manifestantes e o trabalho de jornalistas e observadores internacionais.
Reações internacionais
A situação no Irão tem provocado fortes reações da comunidade internacional. O Reino Unido e outros países europeus condenaram publicamente a atuação das autoridades iranianas, exigindo respeito pelos direitos humanos e responsabilização pelas mortes registadas durante os protestos .
Organizações internacionais, incluindo agências ligadas às Nações Unidas, apelam a uma investigação independente e ao fim da repressão, alertando para o risco de agravamento da crise humanitária no país.
Cenário incerto
Apesar da repressão, os protestos continuam em várias regiões, demonstrando a profundidade do descontentamento popular. Analistas internacionais consideram que o Irão enfrenta um momento decisivo, com possíveis impactos duradouros na estabilidade interna e nas relações externas do país.
Fontes:Reuters,Associated Press (AP),The Guardian
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