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terça-feira, 26 de agosto de 2025

Trump reforça controlo da segurança em Washington com novas medidas



Washington, D.C. – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou esta segunda-feira (25) um novo pacote de medidas de segurança que reforçam a presença e o poder federal na capital norte-americana, um dia após tropas da Guarda Nacional terem começado a patrulhar armadas as ruas de Washington.

No domingo, mais de 2.200 militares da Guarda Nacional receberam autorização do Pentágono para circular com pistolas M17 e espingardas M4. Segundo o Departamento de Defesa, o uso de força letal só poderá ocorrer em “último recurso”, perante ameaça iminente de morte ou ferimentos graves.

No entanto, a decisão abriu caminho para um endurecimento ainda maior. Já esta segunda-feira, Trump anunciou a criação de uma unidade especial da Guarda Nacional de Washington, agora com poderes para aplicar a lei sob jurisdição federal. Além disso, determinou o reforço do efetivo da Polícia de Parques e a contratação de novos procuradores federais para atuar em crimes violentos e contra a propriedade.

Outra medida polémica foi a determinação de que detenções deixem de beneficiar de fiança sem pagamento, com os detidos a permanecerem sob custódia federal sempre que a lei permitir.
As iniciativas enquadram-se no estado de “emergência criminal” já decretado pelo presidente, que acusa as autoridades locais de incapacidade para conter a violência urbana.

Reações divididas
A resposta não tardou. A presidente da Câmara de Washington, Muriel Bowser, criticou duramente o que considera ser uma “militarização da capital” e alertou para o impacto nas comunidades, sobretudo com o regresso às aulas marcado por soldados armados nas imediações das escolas.

Pais e encarregados de educação também manifestaram receios. “Não queremos os nossos filhos a crescer sob a sombra de militares com armas de guerra nas ruas”, disse uma mãe à Associated Press.
Organizações de direitos civis, como a ACLU, acusaram Trump de “fabricar emergências” para justificar uma concentração de poder e alertaram para um “perigoso precedente autoritário”.

O próprio presidente respondeu às críticas afirmando que “os americanos podem até gostar de um líder forte que faça o necessário para garantir a ordem”. A frase, vista por analistas como uma alusão a regimes ditatoriais, gerou nova onda de contestação.

O que está em causa
Com estas medidas, Trump reforça o controlo direto da segurança em Washington, retirando margem de ação às autoridades locais e ampliando a presença de forças federais nas ruas da capital. A escalada ocorre num momento de elevada tensão política e social, deixando em aberto o debate sobre os limites entre segurança pública e direitos civis.

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